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O Brasil deu um passo estratégico na governança energética internacional ao ter aprovado o início de seu processo de adesão como membro pleno da Agência Internacional de Energia (AIE). A decisão foi tomada em Paris, na quarta-feira (19), durante reunião ministerial do Conselho de Governadores da organização.
A iniciativa representa a transição do país da condição de associado , status que mantém desde 2017, para a participação plena nas instâncias deliberativas da Agência. Atualmente, a AIE conta com 33 membros efetivos, além de 13 países associados e quatro na fase de acessão.
O movimento brasileiro foi formalizado em julho de 2025, quando os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) encaminharam carta ao diretor executivo da entidade manifestando oficialmente o interesse do governo. A solicitação teve como base a Resolução nº 5/2025 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que classificou a adesão como prioridade da Política Energética Nacional.
Nos últimos anos, a cooperação entre Brasil e AIE ganhou impulso, especialmente no contexto das presidências brasileiras do G20 e da COP30. Entre os eixos centrais da parceria estão segurança energética, transição para fontes renováveis, governança de dados, estatísticas setoriais e metodologias de contabilidade de carbono.
A eventual conclusão do processo ampliará o protagonismo brasileiro nas discussões globais sobre estabilidade dos mercados, diversificação da matriz energética e descarbonização, temas cada vez mais centrais na agenda internacional.
*Com informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.




