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Em antecipação à Quinta Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que será realizada em agosto próximo em Bogotá, Colômbia, a Bolívia está promovendo os Diálogos Nacionais Amazônicos, um fórum que acontecerá nesta quinta e sexta-feira na cidade de Santa Cruz. O evento é organizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia.
A ministra das Relações Exteriores, Celinda Sosa Lunda, explicou que este encontro reúne povos indígenas, organizações sociais, instituições governamentais e organismos internacionais para discutir propostas e desafios relacionados à conservação e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
“Esses espaços são essenciais para a construção de uma agenda comum que reflita a diversidade de vozes e visões que coexistem na Amazônia. Na Bolívia, estamos comprometidos com um modelo de gestão integral, participativo e com justiça ambiental”, disse o Ministro das Relações Exteriores Sosa.
O objetivo do diálogo é promover uma visão de sustentabilidade para a região, fortalecer a participação dos povos indígenas e atores sociais na tomada de decisões e gerar propostas concretas para enfrentar desafios como o desmatamento, a perda de biodiversidade, a crise climática e o enfraquecimento dos sistemas de saúde nos territórios amazônicos.
A Ministra Sosa enfatizou o valor do conhecimento ancestral e o papel histórico das comunidades indígenas como guardiãs da floresta. “Nossos irmãos e irmãs indígenas desenvolveram uma verdadeira ciência da vida. Seus conhecimentos devem ser incorporados às nossas políticas públicas. Seguindo seu exemplo, devemos superar o pensamento comercial e consumista do capitalismo, que destrói nossa biodiversidade”, afirmou.
Por outro lado, ele alertou sobre as consequências da inação diante da crise climática. “É doloroso lembrar que, em 2024, mais de 770.000 hectares foram afetados por incêndios na Bolívia. Não podemos mais ignorar essa realidade. A árvore que plantamos hoje será a sombra para nossos filhos amanhã. Essa árvore é a nossa Amazônia. Lembremos que, se não cuidarmos da Amazônia, estamos colocando a humanidade em risco”, enfatizou a autoridade.
As conclusões dos Diálogos Amazônicos serão sistematizadas e farão parte da proposta nacional a ser apresentada nos Diálogos Regionais e, posteriormente, na V Cúpula de Presidentes da Amazônia. Por sua vez, Anna Martinen Pont, Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas na Bolívia, afirmou que a Amazônia não é apenas o pulmão do planeta, mas também o lar de culturas ancestrais e de um potencial transformador para o futuro.
“O desmatamento, os incêndios florestais e a expansão insustentável das atividades produtivas ameaçam seu equilíbrio. Portanto, esses diálogos são uma resposta concreta a um desafio histórico e, ao mesmo tempo, um espaço para a construção de um modelo de desenvolvimento que respeite a vida e os direitos dos povos”, exigiu Pont.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.




