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A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) aderiu oficialmente à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, unindo-se a governos, agências humanitárias e organizações da sociedade civil no compromisso de fortalecer ações urgentes e estruturantes para garantir alimentação adequada e dignidade a populações vulneráveis em todo o mundo.
Em um cenário global marcado pelo avanço da fome, dos conflitos e da intensificação dos eventos climáticos extremos, o ACNUR alerta que a pobreza e a insegurança alimentar não são apenas consequências, mas também motores do deslocamento e de inseguranças. Quando famílias perdem suas plantações devido às secas, inundações ou degradação ambiental; quando são impedidas de acessar alimentos ou meios de subsistência por causa da violência; ou quando serviços básicos deixam de existir, muitas pessoas são forçadas a deixar suas casas e buscar proteção em outros lugares.
Hoje, cerca de 120 milhões de pessoas estão deslocadas de forma forçada no mundo. Entre elas, uma em cada três pessoas refugiadas vive em situação de insegurança alimentar aguda, segundo estimativas recentes do ACNUR. No Brasil, essa realidade também se manifesta: refugiados enfrentam dificuldades para garantir alimentação regular e nutritiva, especialmente nos primeiros meses de chegada, quando ainda buscam trabalhos dignos e acesso efetivo a serviços públicos.
Ao aderir à Aliança, o ACNUR reforça o compromisso de apoiar políticas públicas e iniciativas que ampliem o acesso à alimentação, fortaleçam redes de proteção local e assegurem que as pessoas mais vulneráveis — incluindo refugiados, solicitantes de asilo, apátridas, indígenas, pessoas com deficiência e crianças refugiadas não sejam deixadas para trás.
“Combater a fome é combater também as causas e consequências do deslocamento forçado. Nenhuma pessoa deve ser forçada a deixar sua casa porque não tem o que comer e nenhuma pessoa que buscou proteção deve enfrentar a fome em um novo país”, afirmou o Representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli. “Ao lado de nossos parceiros, seguimos comprometidos com soluções duradouras que integrem proteção, inclusão socioeconômica e segurança alimentar”, conclui.
“É com muito orgulho que recebo do ACNUR a carta de adesão à Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. Seguimos trabalhando juntos”, afirmou Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil no ato da entrega da carta de adesão pelo Alto Comissário do ACNUR, Filippo Grandi.
A adesão do ACNUR à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza representa um passo fundamental para reforçar o trabalho conjunto entre governos e organizações internacionais. A iniciativa amplia a visibilidade e o alcance de ações que envolvem transferência de renda, acesso a alimentos, apoio à agricultura familiar, integração laboral de refugiados e fortalecimento de redes comunitárias de solidariedade.
Ao fazer parte da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, o ACNUR renova seu chamado: a fome é uma emergência que exige ação imediata e colaboração contínua. Somente com esforços conjuntos será possível proteger vidas, reduzir vulnerabilidades e construir caminhos de autonomia para as pessoas refugiadas e para todas as comunidades afetadas pela pobreza.
Fonte: ACNUR.




