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A diplomacia científica é a prática de colaboração entre as nações para abordar problemas comuns e construir parcerias internacionais construtivas. É uma forma nova de diplomacia e tornou-se um termo genérico para descrever uma série de intercâmbios técnicos formais ou informais, baseados em pesquisa, acadêmicos ou de engenharia, no campo das relações internacionais.
Comparando a taxa de 2020 com 2019, o Irã teve um crescimento de 12,5 %, pouco atrás da Índia, ficou em segundo lugar em termos de crescimento da diplomacia científica mundial, explicou Mohammad Javad Dehghani, chefe do Centro de Citação Científica do Mundo Islâmico (ISC). A Malásia está em terceiro lugar, com crescimento de 12%, seguida por Taiwan e Turquia, respectivamente.
Em 2011, a presença de artigos iranianos com participação internacional era cerca de 16,5%, aumentando para 19,7% em 2016 e gradualmente nos anos seguintes. Em 2020 e 2021, atingiu 30,5 e 34,2 por cento, respectivamente, afirmou o cientista iraniano.
Dehghani observou que, comparando 2020 a 2019, o campo de tecnologia e engenharia (com 18%) teve o maior crescimento entre os artigos iranianos relacionados à diplomacia científica. Então, as humanas tiveram um crescimento de 17%, ficando em segundo lugar, ultrapassando as ciências médicas, ciências básicas, ciências sociais e ciências agrícolas.
Líder entre os países islâmicos
Os artigos iranianos com participação internacional tiveram um crescimento significativo de 209%, sendo atualmente líder mundial em diplomacia científica entre os países islâmicos.
A parcela de artigos iranianos com participação internacional teve um crescimento significativo de 209 por cento durante um período de oito anos (2013-2020), tornando-se o país islâmico líder mundial em diplomacia científica, de acordo com o Scopus International Citation Database.
Lançado em 2004, o Scopus é o maior banco de dados de resumos e citações da literatura revisada por pares: periódicos científicos, livros e anais de conferências. Oferecendo uma visão abrangente da produção mundial de pesquisas nas áreas de ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais e artes e humanidades, o Scopus apresenta ferramentas inteligentes para rastrear, analisar e visualizar pesquisas.
O número de artigos indexados pelos pesquisadores iranianos no site Web of Science em 2020 aumentou 122% em comparação com 2013, o que tornou o Irã o 16º no mundo com 69.779 artigos, e o primeiro entre os países islâmicos por vários anos consecutivos, lembra Gholam Hossein Rahimi, vice-ministro da Ciência.
Essa melhoria não se limita ao número de artigos e a participação do país em termos de artigos principais (a qualidade) saltou de 0,95% em 2013 para 4,28% em 2020, o que indica um crescimento de 350¨na produção dos principais artigos do mundo, explicou Rahimi.
O crescimento não se limitou ao campo da pesquisa e tem sido muito significativo no campo da tecnologia; por exemplo, a criação de 13 parques de ciência e tecnologia, 4.553 unidades de tecnologia e 1.653 novas empresas baseadas no conhecimento durante os últimos oito anos poderia dar emprego a 34.707 universitários já formados.
* Com informações de Teheran Times.


