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A 32ª reunião do Conselho Ministerial da OSCE terminou hoje em Viena, reunindo mais de 1.200 representantes de Estados participantes, parceiros, organizações internacionais, sociedade civil e mídia. Os ministros agradeceram à Áustria pela hospitalidade e concentraram-se no impacto da guerra da Rússia contra a Ucrânia sobre a segurança europeia.
A presidente em exercício da OSCE, Elina Valtonen, afirmou que o conflito abalou os pilares da segurança regional e prejudicou o trabalho da Organização. Ao longo do ano, sob presidência finlandesa, foram conduzidas as Discussões Helsinki+50, que reafirmaram os princípios da Ata Final de 1975 e traçaram bases para reformas, reforçando a OSCE como plataforma de diálogo. Para impulsionar essas mudanças, a Finlândia criou o Fundo Helsinki+50, que já recebeu mais de 17 milhões de euros em promessas de 18 países.
O Conselho também elogiou esforços de mediação dos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia. Valtonen apelou à busca de uma paz “justa e duradoura”, afirmando que o desfecho do conflito moldará o futuro da estabilidade europeia.
A Finlândia destacou ainda o trabalho de preparação para um eventual papel da OSCE em caso de cessar-fogo. O futuro presidente em exercício, Ignazio Cassis, da Suíça, defendeu que a diplomacia é indispensável em tempos de impasse. O secretário-geral Feridun H. Sinirlioğlu reforçou que a OSCE permanece o único fórum capaz de reconstruir confiança por meio de diálogo e mecanismos práticos de segurança.
Os ministros comprometeram-se a avançar na agenda de fortalecimento institucional, incluindo a aprovação do orçamento unificado da OSCE, paralisado desde 2021.
*Com informações da OSCE.




