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O Ministério das Relações Exteriores, em colaboração com o Centro de Coordenação da Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA) no Brasil e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), anunciou durante a COP30 a criação da iniciativa “Parcerias entre Países Amazônicos: Transformação dos Sistemas Alimentares e Ação Climática”.
A proposta marca um novo esforço regional para fortalecer a integração entre os oito países amazônicos em torno de desafios que ultrapassam fronteiras, como a insegurança alimentar, a degradação ambiental e os impactos cada vez mais severos da mudança do clima na região.
A iniciativa tem como foco central capacitar equipes governamentais para desenvolver, negociar e executar políticas públicas capazes de articular segurança alimentar, sustentabilidade dos sistemas de produção e maior resiliência climática. A formação técnica pretende apoiar governos na elaboração de estratégias que considerem tanto a proteção dos ecossistemas quanto o bem-estar das populações amazônicas.
Com o lançamento, o Brasil e seus parceiros reafirmam o compromisso coletivo com a erradicação da fome, a ampliação da segurança alimentar e nutricional e a transformação dos sistemas alimentares, em sintonia com as metas globais de desenvolvimento sustentável. O projeto responde diretamente às vulnerabilidades específicas da Amazônia, território que concentra enorme biodiversidade, mas também enfrenta pressões crescentes decorrentes do desmatamento e das mudanças climáticas.
A ação está alinhada à nova agenda de cooperação regional estabelecida pela Cúpula da Amazônia, realizada em 2023, e reforça a prioridade dada pela política externa brasileira ao diálogo com os países vizinhos. A estratégia busca consolidar uma abordagem conjunta para enfrentar desafios compartilhados e promover o desenvolvimento sustentável de toda a bacia amazônica.
Com essa articulação inédita, os países da região esperam acelerar políticas transformadoras e fortalecer a capacidade coletiva de proteger a Amazônia, e, ao mesmo tempo, garantir que suas populações tenham acesso a alimentos seguros, nutritivos e produzidos de forma sustentável.
*É permitifa a reprodução, desde que citada a fonte.




