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O Gabinete palestino pediu na terça-feira (17) que a comunidade internacional adote medidas imediatas para proteger a população da Faixa de Gaza, após o anúncio do Exército israelense de uma invasão terrestre à Cidade de Gaza e ordens de deslocamento forçado aos moradores.
Em comunicado, o governo palestino classificou a situação como “crime de guerra completo” contra cerca de dois milhões de civis e denunciou medidas de fechamento, confisco de terras e instalação de postos de controle militares, que chamou de “punição coletiva” e “apartheid institucionalizado”.
O Gabinete também condenou ataques a trabalhadores palestinos e alertou para a ocupação do telhado do pátio interno da Mesquita Ibrahimi, em Hebron, considerada violação das leis internacionais e ameaça ao patrimônio cultural mundial. O órgão informou ter acionado organismos internacionais, especialmente a UNESCO, para pressionar pelo fim dessas ações.
O primeiro-ministro Mohammad Mustafa atualizou ainda os membros do Gabinete sobre os esforços diplomáticos do presidente Mahmoud Abbas antes da Cúpula Internacional em Apoio à Declaração de Nova York, que deve reunir novos reconhecimentos ao Estado da Palestina e buscar apoio financeiro urgente.
*Com informações do Ministério das Relações Exteriores da Palestina.




