|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
A Bélgica anunciou sua intenção de reconhecer formalmente o Estado da Palestina durante a próxima sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, marcando uma importante mudança diplomática na Europa.
O ministro das Relações Exteriores, Maxime Prévot, confirmou na terça-feira que a Bélgica avançará com o reconhecimento, mas sob duas condições principais: a libertação de todos os reféns israelenses atualmente mantidos em Gaza e a exclusão do Hamas de qualquer futura autoridade governante palestina.
“O reconhecimento é um ato de justiça e realismo, mas também deve contribuir para a paz”, afirmou Prévot. “Essas condições são necessárias para manter a unidade dentro do nosso governo de coalizão e, ao mesmo tempo, sinalizar nosso firme apoio a uma solução de dois Estados viável.”
A decisão ocorre após meses de debate na coalizão governista belga, em que partidos de esquerda pressionaram por um reconhecimento rápido e incondicional, enquanto setores centristas e liberais defenderam uma abordagem mais cautelosa.
Junto ao reconhecimento, a Bélgica prepara um pacote com 12 medidas direcionadas contra Israel, incluindo a proibição de produtos originários de assentamentos na Cisjordânia, restrições em contratações públicas envolvendo empresas israelenses e proibição de entrada no país para certos ministros israelenses de extrema direita e líderes do Hamas.
A Autoridade Palestina e a Jordânia saudaram a decisão, enquanto Israel criticou duramente a medida. O governo belga afirma que a iniciativa reforça o apoio à solução de dois Estados e pode estimular outros países europeus a seguir o mesmo caminho.
*A reprodução é permitida, desde que citada a fonte.




