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A Embaixada da República Islâmica do Paquistão promoveu, nesta terça-feira (5), uma almoço em Brasília para marcar o Youm-e-Istehsal — ou “Dia da Opressão” — data que simboliza o repúdio paquistanês às medidas adotadas pela Índia na região de Jammu e Caxemira. O evento reforçou o apelo internacional por justiça, direitos humanos e autodeterminação do povo caxemirense.

Abrindo a cerimônia, o ministro-conselheiro da missão diplomática, Irfan Ullah, saudou os presentes e destacou a tradição humanitária brasileira. “Começamos em nome do Todo-Poderoso. Senhoras e senhores, muito obrigado por estarem aqui. A presença de vocês é uma expressão de solidariedade e respeito pelos direitos humanos, pelos quais a sociedade brasileira é reconhecida”, afirmou.
Em seu discurso, Ullah comparou a situação da Caxemira à de outras regiões em conflito, como Gaza, denunciando o que chamou de “graves violações dos direitos humanos cometidas pela maior democracia do mundo, a Índia”. Segundo ele, o direito à autodeterminação do povo caxemirense é respaldado por 17 resoluções do Conselho de Segurança da ONU, mas continua sendo ignorado. “Há mais de sete décadas, esse povo vive sob opressão. O silêncio internacional diante disso é ensurdecedor”, pontuou.
Na sequência, os convidados assistiram a um vídeo institucional que detalhou os desdobramentos da revogação do status especial de Jammu e Caxemira pelo governo indiano em 5 de agosto de 2019 — ação que ampliou significativamente o controle central sobre a região.

O adido de defesa da embaixada, brigadeiro-general Tariq Naeem Athar, também discursou, reforçando a gravidade da situação e pedindo maior atenção da comunidade internacional. “Hoje lembramos as inúmeras vidas afetadas pelas decisões ilegais e injustas de 2019. Desde então, a região enfrenta repressão política, presença militar ampliada, cortes de comunicação, detenções arbitrárias e severas restrições às liberdades fundamentais”, alertou.
Segundo o oficial, os impactos humanos foram profundos: “Famílias foram desfeitas, meios de subsistência perdidos, e uma nova geração cresceu privada de paz, dignidade e segurança. Nosso compromisso é permanente: estamos ao lado do povo da Caxemira todos os dias, não apenas hoje.”
Encerrando a solenidade, o brigadeiro conclamou os presentes a amplificar a mensagem do evento. “Pedimos que usem o poder da palavra — nos jornais, nas redes sociais, nos fóruns — para dar voz a quem hoje sofre em silêncio. O Youm-e-Istehsal não é apenas um momento de lembrança, mas um chamado coletivo à ação.”

A recepção reafirmou o posicionamento do governo paquistanês de manter a questão caxemirense como prioridade em sua agenda internacional, promovendo articulação diplomática e engajamento com parceiros globais em busca de uma solução pacífica e justa. Em Brasília, o gesto foi recebido com empatia, evidenciando o papel da diplomacia como ponte para o diálogo e a defesa dos direitos humanos.








