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Na reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, que está promovendo uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina, a Ministra das Relações Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia, Celinda Sosa Lunda, pediu à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que sancione Israel pelo crime de submeter o povo palestino de Gaza à fome.
A ministra das Relações Exteriores da Bolívia denunciou perante a comunidade internacional que Israel está usando a fome como arma de guerra, em flagrante violação do Direito Internacional Humanitário e da Quarta Convenção de Genebra. “Gaza se tornou uma terra de cadáveres ambulantes. Centenas de civis foram mortos por tentarem obter alimentos. É um crime que não pode ficar impune”, alertou.
Durante seu discurso, a Ministra Sosa exigiu um cessar-fogo imediato e genocídio e denunciou o fato de que, além de bloquear a ajuda humanitária, Israel continua a expandir assentamentos, demolir casas, bloquear a entrada de suprimentos de alimentos e causar sofrimento humano inaceitável.
Diante dessa situação dramática, o governo do presidente Luis Arce, por meio do Itamaraty, propôs duas medidas urgentes à ONU: a declaração formal de fome em Gaza, para ativar mecanismos internacionais de resposta, e que a CIJ atue firmemente para sancionar Israel por submeter o povo palestino a condições desumanas.
“Da Bolívia, encorajamos os Estados a assumirem um papel mais ativo na defesa dos direitos do povo palestino, promovendo o multilateralismo efetivo e construindo uma paz justa que reconheça a todos”, enfatizou Sosa.
A Bolívia reafirmou seu apoio à solução de dois Estados como um caminho legítimo para alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio e saudou a iniciativa internacional liderada pela França e pela Arábia Saudita para avançar em direção a um roteiro concreto que garanta a existência de um Estado palestino livre, independente e soberano.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.




