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Por ocasião do Dia da Unidade Alemã e dos 200 anos de imigração no Brasil, a Embaixadora da República Federal da Alemanha, Bettina Cadenbach, promoveu na quinta-feira (3) a noite, uma bela recepção que reuniu embaixadores, representantes do corpo diplomático, autoridades do governo brasileiro e amigos do país.
O evento teve início com a execução dos Hinos Nacionais do Brasil, Alemanha e União Europeia, pela orquestra Camerata Ivoti. Criada em 1994, a orquestra é constituída basicamente de instrumentos de cordas, contando com o acompanhamento do acordeão, piano ou flauta transversal.

Na solenidade, a Embaixadora da Alemanha no Brasil, Bettina Cadenbach, em seu discurso, falou sobre questões de âmbito internacional, imigração, Rio Grande do Sul, relações com o Brasil e conflitos atuais.
Migração
Neste ano de 2024, comemora-se os 200 anos de imigração alemã no Brasil. Foi em 25 de julho de 1824 que os primeiros 39 imigrantes de língua alemã chegaram a São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.
“O que teve início em 1824 como um passo corajoso rumo a um futuro incerto no Novo Mundo evoluiu nos séculos seguintes para um vínculo profundo entre o Brasil e a Alemanha”.
Como reforçado pela Embaixadora, a Alemanha é um país receptivo aos brasileiros, acolhendo aqueles que desejam estudar, viver e trabalhar na nação germânica.
“Oferecemos, por exemplo, cursos universitários de excelência em áreas profissionais altamente especializadas. Promovemos também a migração de profissionais qualificados e, para os brasileiros, isso significa aperfeiçoamento profissional, experiência internacional e melhor renda”.

Reconstrução do Rio Grande do Sul
Bettina Cadenbach sublinhou que seu povo tem muito carinho e empatia pelos gaúchos, sendo extremamente solícitos e interessados em oferecer ajuda.
‘No momento, ainda estamos providenciando auxílios adicionais a famílias mais afetadas”. A Alemanha está disposta a ajudar na reconstrução do Estado por meio de um projeto para o desenvolvimento urbano baseado na resiliência climática.
“Iremos disponibilizar créditos no valor de 200 milhões de euros que serão destinados ao financiamento de drenagem urbana e a prevenção contra enchentes em Porto Alegre”, informou a Chefe da Embaixada em Brasília.
Relações com o Brasil
Alemanha e Brasil estão unidas por laços sociais, econômicos e culturais e estabeleceram relações diplomáticas em 1871, logo após a Unificação Alemã e a criação do Império Alemão.
Em um tempo de insegurança, conflitos e de decisão globais, enraizados em valores comuns, os países defendem juntos uma ordem internacional baseada em regras. “Ficamos contentes que o Brasil tenha participado, na semana passada, na Assembleia Geral da ONU, da aprovação do chamado Pacto do Futuro para a reforma da ordem internacional”.

O Brasil, como grande democracia e líder do sul global, é parceiro de longa data do país europeu. “Nossos tópicos comuns são inovação e tecnologia, educação e pesquisa, proteção ambiental e mudanças temáticas, economia, cultura, desenvolvimento e defesa da democracia”, enfatizou a diplomata.
Conflitos
Sobre os conflitos atuais, Cadenbach destacou que a Alemanha, centrada na Carta das Nações Unidas, Direito Internacional e Direitos Humanos, é uma apoiadora convicta da Ucrânia, país o qual “apoiaremos quando tempo for necessário”.
Já no que diz respeito à escalada de tensões no Oriente Médio, a Embaixadora apoio Israel na retaliação, lembrando que ainda existem dezenas de reféns com o Hamas, inclusive de sua terra natal, que precisam voltar pra casa”.
Cadenbach finalizou seu discurso com um brinde com cerveja tipicamente alemã, agradecendo a todos pela presença e reafirmou o compromisso alemão em continuar lado-a-lado do Brasil, trabalhando em campos diversos, pois “juntos, podemos ir mais longe”.

O Deputado Federal brasileiro e descendente de alemães, Heitor Schuch, por mensagem reproduzida em vídeo durante a cerimônia, falou sobre sua cidade Natal, Santa Cruz do Sul, em Santa Catarina, onde as primeiras seis famílias chegaram no dia 19 de dezembro de 1849, portanto, há 175 anos atrás.
No âmbito cultural, ressaltou o relevante dia de 25 de julho, a maior data de cultura antiga e sagrada para “reverenciar aqueles que vieram primeiro, que vieram aqui sem estado, sem casa, sem energia elétrica, mas com muita vontade, com muita fé, construindo tudo o que temos hoje”.
Schuch, em sua mensagem, saudou a Embaixadora, elogiando-a pelo trabalho de excelência e parabenizou pelos 200 anos de imigração.









