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Milhares de jovens aguardavam o líder francês no final da tarde de segunda, ao som de música eletrônica, em frente ao prédio destruído em fevereiro de 1945 por bombardeios americano-britânicos, antes de ser reconstruído após a reunificação alemã em 1990. Macron é o primeiro presidente da França a visitar o leste da Alemanha desde François Mitterrand em 1989.
Mais cedo, Macron havia almoçado com jovens franco-alemães nos jardins do Castelo de Moritzburg, próximo à capital da Saxônia.
A democracia está em “crise”, abalada pela “ascensão” dos extremos e por um “fascínio pelo autoritarismo”, declarou Macron no domingo, conclamando as pessoas a irem às urnas para “defendê-la”, a pouco mais de uma semana das eleições europeias.
Da Alemanha, ele continuou sua campanha para o pleito. Seu partido está muito atrás da lista do Reunião Nacional (RN, de extrema direita) nas intenções de voto para 9 de junho na França.
Relações comerciais com China e EUA
Em Dresden, os dois presidentes também discutiram formas de fortalecer a competitividade da Europa em relação à China e aos Estados Unidos, especialmente no campo da inteligência artificial, durante uma visita ao instituto de pesquisa aplicada Fraunhofer.
Macron defende a duplicação do orçamento europeu e novas regras comerciais. Ele estima que a Europa deve “se afastar da ingenuidade” e “se proteger melhor” na frente comercial, construindo “uma preferência europeia” em certas áreas, e pediu que o orçamento da UE seja “duplicado”.
“A Europa é o último lugar onde estamos abertos ao resto do mundo sem preferência europeia e sem regras”, lamentou o chefe de Estado francês durante um discurso em Dresden, no leste da Alemanha, um país comprometido com o livre comércio. Macron pediu ainda uma revisão das regras comerciais diante da concorrência da China e dos Estados Unidos.
“Precisamos ter uma estratégia europeia que construa uma preferência europeia em termos de defesa, em termos de espaço, que construa uma estratégia de compras europeia e que nos permita ter regras comerciais” que garantam uma “concorrência justa”, argumentou.
Outros destaques da visita de Macron
Pela manhã, em Berlim, Macron e Steinmeier prestaram suas homenagens no local do imponente memorial do Holocausto, em memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas.
Na terça-feira (28), Macron deve receber o Prêmio Internacional da Paz de Westphalia em Münster (oeste) por seu “compromisso europeu”, antes de se reunir com o chanceler Olaf Scholz em Meseberg, perto de Berlim, para um Conselho de Ministros franco-alemão.
Os dois tentarão novamente resolver suas diferenças em relação ao apoio à Ucrânia e ao futuro da Europa, e impulsionar a parceria franco-alemã, que continua sendo a força motriz por trás da UE.
(Com informações da AFP)




