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Por ser uma pequena nação insular, a Irlanda sempre valorizou e dependeu de relações fortes com governos, empresas, administrações e cidadãos de outros países. Somos uma das nações mais globalizadas e voltadas para o exterior do mundo, com uma diáspora de mais de 70 milhões de pessoas, incluindo uma pequena mas ativa comunidade irlandesa no Brasil. Compartilhamos com o Brasil um compromisso profundo com a ordem multilateral, baseada em regras, e seus princípios fundamentais de consulta, inclusão e solidariedade.
No dia 21 de novembro, a Irlanda realizou o primeiro Fórum Empresarial e Econômico para a região da América Latina e do Caribe, em Dublin. O evento de grande escala, organizado pelo nosso Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Relações Exteriores, Micheál Martin, contou com a presença de vários representantes de alto nível do Brasil, incluindo Deputados Federais, o Vice-Governador do Estado de Sergipe e diplomatas seniores do Itamaraty. O Fórum proporcionou uma oportunidade para fazer um balanço das nossas relações comerciais e de investimento atuais, e para examinar a forma de se impulsionar um crescimento sustentável maior ainda. Foram discutidos setores tão diversos quanto o agroalimentar e a agrotecnologia, STEMM, turismo e conectividade, e novas ligações entre os setores público, privado e acadêmico foram criadas.
O Fórum é apenas uma parte de um conjunto de compromissos destinados a fortalecer os laços econômicos com o Brasil e com a região em geral; e fazem parte do programa Global Ireland, a expansão mais ambiciosa da presença internacional da Irlanda já realizada, que procura duplicar a nossa presença e impacto em todo o mundo, incluindo na América Latina e no Caribe. Temos orgulho de que o Brasil seja o único país da região onde a Irlanda possui uma Embaixada (em Brasília) e um Consulado (em São Paulo). Este ano tivemos o prazer de lançar na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro uma exposição sobre a história dos irlandeses no Brasil, que conta as histórias de cinco séculos de imigração irlandesa para o Brasil: da esposa irlandesa do Patriarca da Independência do Brasil José Bonifácio de Andrade e Silva; às contribuições de Roger Casement, o nacionalista irlandês que lutou pelos direitos das comunidades indígenas na região amazônica; e o trabalho dos missionários irlandeses em áreas rurais e desafiadoras do Brasil.
O grande número de brasileiros que optaram por viver, trabalhar e estudar na Irlanda fez dos brasileiros uma das maiores populações não-irlandesas na Irlanda, com cerca de 70 mil residentes brasileiros. Estas fortes ligações interpessoais foram destacadas de forma pungente na semana passada, quando, num dos momentos mais sombrios da Irlanda, um herói brasileiro, Caio Benício, veio em auxílio às pessoas atacadas nas ruas de Dublin.

A Irlanda reconhece a liderança global do Brasil na ação climática e a nossa Estratégia para a América Latina e o Caribe inclui um compromisso explícito de apoiar a preservação da Amazônia. Só no ano passado, fornecemos financiamento de mais de 8 milhões de reais a parceiros da sociedade civil no Brasil para apoiar os esforços para proteger a Floresta Amazônica.
O Brasil é o segundo maior parceiro comercial da Irlanda na região e acreditamos que existe um potencial significativo para expandir laços numa série de setores-chave, como o agronegócio, as tecnologias financeiras e digitais, o turismo e a educação. Na frente de investimentos, cada vez mais empresas irlandesas estão optando por operar no Brasil, e há grandes oportunidades para as empresas brasileiras se estabelecerem na Irlanda. A Irlanda é uma porta de entrada natural para a Europa e sede de muitas das principais empresas multinacionais do mundo, incluindo: 8 das 10 maiores empresas globais de serviços financeiros, 9 das 10 maiores empresas farmacêuticas globais, 9 das 10 maiores empresas tecnológicas dos EUA, e 14 das 15 maiores empresas de leasing de aeronaves.
O compromisso irlandês de intensificar o nosso envolvimento com a região tem se apoiado no compromisso da União Europeia de fazer o mesmo, e vimos provas claras disso no início deste ano, quando o Primeiro-Ministro irlandês Leo Varadkar, participou na Cúpula UE-CELAC juntamente com o seus homólogos da União Europeia e dezenas de líderes da América Latina e do Caribe, incluindo o Presidente Lula da Silva, e chegaram a um acordo sobre uma declaração abrangente destinada a acelerar a nossa parceria.
Enfrentando um espaço geopolítico cada vez mais turbulento e com a população global mais interconectada do que em qualquer outro momento da história, estamos determinados a trabalhar com o Brasil para gerar um novo período de relações reforçadas e de uma parceria estreita entre nossos dois países. O Fórum Empresarial e Econômico em Dublin dia 21 de novembro foi uma prova do nosso compromisso de aprofundar nossos laços econômicos, políticos e culturais com o Brasil.
Informações da Embaixada da Irlanda.




