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Membros da Embaixada da Índia e da Comissão Eleitoral do país asiático estiveram , nesta quarta-feira (16/8), no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para trocar experiências sobre a realização das eleições. Tanto o Brasil quanto a Índia utilizam urnas eletrônicas para a votação, mas os equipamentos e o próprio processo eleitoral apresentam algumas diferenças.
A comitiva foi recebida pelo desembargador eleitoral José Batista de Santana Júnior, representando o presidente do Eleitoral baiano, desembargador Roberto Maynard Frank. “Ficamos sempre lisonjeados com o interesse de outros países no nosso sistema de votação. Para nós, é um reconhecimento aos investimentos constantes da Justiça Eleitoral para sempre avançar em termos de tecnologia e segurança. Foi uma troca de experiência muito interessante com os representantes da Índia”, afirma José Batista.
Durante a conversa, o comissário eleitoral da Índia, Arun Goel, destacou as semelhanças dos dois sistemas eleitorais e elogiou a segurança e transparência das urnas brasileiras. “O que mais gostei de conhecer foi o teste público de segurança (TPS). Vocês estruturam o teste em todos os anos que antecedem as eleições e têm um sistema (de testes) que é anunciado previamente”.
Arun Goel ainda ressaltou a importância da troca de experiência para os dois países, tendo em vista que ambos começaram a usar urnas eletrônicas na mesma época. “Vocês começaram (com a urna eletrônica) mais ou menos na mesma época que nós, nos anos 1990, e aprimoraram nos últimos 25 anos. Então, temos o mesmo tempo de uso e por isso a troca (de experiências) é importante, porque vamos amadurecendo com o tempo. Não somos novatos”, relata.
A reunião com o TRE baiano foi solicitada pela embaixada da Índia com o objetivo de debater o funcionamento da comissão eleitoral nos dois países e, desse modo, fortalecer o entendimento mútuo e aprimorar ainda mais o relacionamento entre as nações.
O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, André Cavalcante, fez uma apresentação demonstrando os principais pontos da organização do processo eleitoral, desde a logística de preparação das eleições até o momento da contabilização dos votos. Além disso, falou sobre o funcionamento e segurança das urnas eletrônicas.
Integraram a comitiva indiana, o comissário eleitoral da Índia, Arun Goel; o diretor eleitoral do estado indiano de Bihar, H. R. Srinivasa; e o segundo secretário da Embaixada da Índia no Brasil, Suraj Jadhay.
Eleições na Índia
No ano de 2019, a Índia realizou a maior eleição do mundo para que 879 milhões de pessoas (seis vezes mais eleitores que o Brasil) pudessem escolher entre os mais de 15 mil candidatos que disputavam vagas nas assembleias regionais e nacional. A votação envolveu o trabalho de mais de 11 milhões de pessoas entre funcionários eleitorais da Comissão Eleitoral (CEC), observadores, agentes de segurança e transporte, entre outros profissionais. Para o pleito, 1.635.000 urnas eletrônicas (quatro vezes mais que o Brasil) foram utilizadas em todo o país. O equipamento utilizado pelos indianos é diferente da urna eletrônica utilizada no Brasil.
Os eleitores indianos votam em símbolos que representam os partidos, substituindo os números. As urnas são retangulares e com o formato semelhante ao de uma prancheta. Os símbolos foram adotados para a inclusão das classes mais baixas e das pessoas analfabetas.
No país, o voto é facultativo a partir dos 18 anos. E, apesar do alto índice de analfabetismo da população, pelo menos dois terços dos eleitores indianos costumam comparecer às urnas, mais do que a média em vários países desenvolvidos.
O processo eleitoral indiano é dividido por fases. Cada região vota durante uma fase, e uma etapa só é iniciada quando a outra termina. Durante os intervalos entre as fases, as urnas são recolhidas e guardadas em um cofre, em uma sala monitorada. Ao final de todas as etapas, os equipamentos são abertos e iniciada a apuração. Todo o processo eleitoral de 2019, até que os resultados oficiais fossem divulgados, durou cerca de 40 dias.
Ascom TRE-BA; RM, com informações do TSE.




