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Solenidade realizada nesta segunda-feira (24), na sede do MPSP, marcou a inauguração do Laboratório de Investigações Tecnológicas do Cyber Gaeco, braço do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) voltado ao enfrentamento aos delitos digitais.
“O Cyber Gaeco tem prestado serviços inestimáveis”, declarou o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, que presidiu a cerimônia. De acordo com ele, os resultados apresentados pelo setor são expressivos e a nova iniciativa – que conta com o apoio da APDIF (organização civil sem fins lucrativos que atua na defesa de direitos autorais e conexos de produtores fonográficos, com especial atenção para o combate sistemático à violação de direitos autorais por todos os meios digitais), ÁPICE (que se dedica à defesa de direitos de propriedade intelectual relacionados ao setor esportivo no Estado de São Paulo), BPG (atua na defesa de direitos de propriedade intelectual e combate à contrafação de marcas de suas associadas, que pertencem a diversos segmentos), ABTA (associação civil, nacional e sem fins lucrativos que congrega e representa distribuidores, programadores e fornecedores dedicados a serviços de comunicação por acesso condicionado) e MPA (Motion Picture Association) – indica que haverá uma evolução muito grande no combate aos crimes virtuais, que não se resumem às questões de direito autoral. Sarrubbo citou, por exemplo, uma grande operação capitaneada pelo Cyber Gaeco no ano passado que resultou na prisão de mais de 50 pessoas envolvidas com pedofilia.
“Nós apoiamos mais de 50 órgãos de execução do Ministério Público”, afirmou o promotor Richard Encinas, do Cyber Gaeco. Segundo ele, a parceria com o setor privado é essencial para fazer frente aos crimes virtuais. “Sem as empresas privadas, não existe investigação cibernética”, argumentou o promotor. Lisa Weedon, ministra conselheira e Consul Geral adjunta do Consulado-Geral do Reino Unido em São Paulo, anotou que a parceria da Grã-Bretanha com o Cyber Gaeco vem de longa data. Na visão dela, o MPSP é um modelo nas ações de combate à pirataria online.

* Com informações de MPSP.




