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A Embaixada do Panamá inaugurou na terça-feira (28), a exposição “Molas Panameñas”, no Espaço Espelho D’água da Câmara Legislativa do Distrito Federal. As obras estão disponíveis para visitação no período de 28 de março até 21 de abril de 2023, das 09 às 19 horas.
Na cerimônia de abertura, estiveram presentes no evento, o vice-ministro das Relações Exteriores do Panamá, Vladimir Franco; autoridades do Itamaraty; chefes de missões diplomáticas credenciadas no Brasil; imprensa e amigos do país.
As molas representam a identidade do povo indígena Kuna e se tornaram uma das expressões artísticas Panamenhas mais reconhecidas. O povo Kuna, que se encontra principalmente na região de Guna Yala, localizada no arquipélago de San Blas, considera as molas de grande importância porque são uma das principais obras de arte que identificam sua tradição e cultura.
São peças únicas e irrepetíveis que carregam a marca do que o artesão sentiu e imaginou8 na hora de confeccioná-las. Feitas à mão usando várias chamadas de tecido de cores diferentes que são costuradas, podem levar de algumas semanas a 6 meses para serem concluídas, dependendo da complexidade do design.

O embaixador panamenho no Brasil, Miguel Lecaro Bárcenas, em breves palavras, agradeceu a Câmara Legislativa pelo espaço e apoio concedido, informando que há algumas semanas atrás, ele e um grupo de representantes de dois municípios do Panamá, em visita a Câmara, propuseram a realização deste evento de cunho cultural.

Explicando aos convidados um pouco mais sobre as molas, Zuriany Rodríguez, sub-chefe de missão da Embaixada do Panamá, contou que sua origem “está na pintura corporal, e foi só depois da colonização que os Kuna passaram seus desenhos geométricos para o tecido”. Segundo a diplomata, as molas são colocadas por cima das camisas como uma segunda peça que estreita a silhueta. “Primeiro pintavam diretamente no tecido, e depois usavam a técnica da aplicação ao lado contrário do tecido. Em Dulegaya, a língua dos Kuna, “mola” significa camisa ou roupa”, acrescentou a diplomata.
Outro fato interessante a respeito desse ítem da cultura local é que suas cores imitam a estrutura do univero. “Para as cabaças, o universo é formado por uma série de camada sobrepostas em seu interior e essas chamadas que o segurança são feitas de ouro, can uma com uma cor diferente: azul, vermelho ou amarelo”, finalizou.
Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores do Panamá, Vladimir Franco, disse durante a cerimônia estar honrado em participar daquele momento, reforçando a importância das molas na cultura panamenha, “as molas representam fortemente a cultura, história, e identidade de nosso povo”.

















