|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Na manhã desta terça-feira (5), ocorreu na embaixada da Colômbia em Brasília, a celebração do Dia da Venezuela, que completa 211 anos de independência.
A embaixadora Maria Teresa Belandria agradeceu, em nome do presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, as autoridades brasileiras presentes e aos diplomatas, como o encarregado de Negócios da embaixada da Ucrânia, Anatoliy Tkach, a quem prestou solidariedade tendo em vista a invasão russa.
Em seu discurso, Belandria lembrou que o presidente da Colômbia, Ivan Duque, vem dando apoio a mais de 1,90 milhão de venezuelanos. Também agradeceu ao embaixador colombiano Darío Montoya e a sua esposa Angela, que ofereceram o espaço para que o pudessem comemorar a data.
“A Venezuela, depois de 211 anos da assinatura da Ata que declarou sua independência hoje não é livre. O regime de Maduro e seus aliados internacionais submetem nossos cidadãos de diversas maneiras. São 239 presos políticos que diariamente são torturados. Também falta de serviços essenciais como: energia elétrica, água disponíveis entre seis e oito horas diárias e duas vezes por semana; escassez de medicamentos; falta de acesso a transplantes; alimentação; um salário mínimo de menos de U$50 por mês; falta de acesso à identificação e passaportes”, asseverou.
A diplomata lamentou ainda da falta de liberdade de expressão e lembrou que a missão venezuelana em Brasília liderada por ela luta para que se “alcance uma solução política que permita acabar com a grave e complexa crise humanitária por meio de eleições livres, democráticas e competitivas com observação internacional”.
Em seguida, reafirmou que Venezuela e Brasil tem laços históricos e geográficos que une as nações. “Nossa relação é indivisível… Ao longo destes anos, com alguns tropeços, naturais entre vizinhos, tem sido assim. Uma amizade imperfeita, porém sólida e duradoura”. Elogiando as autoridades brasileiras pelo trabalho na Operação Acolhida, na fronteira com Roraima, explicou que já entraram por ali mais de 750.000 venezuelanos, sendo que aproximadamente 345.000 deles hoje vivem atualmente em 838 municípios brasileiros. Com isso, também estão se formando novas famílias, com um dos genitores do Brasil e o outro, venezuelano.
Segundo ela, “a integração agora é humana, cidadã, familiar, transcendeu as fronteiras físicas e será duradoura para além do que os governos presentes e futuros possam acordar” e concluiu dizendo que “nós, venezuelanos, jamais esqueceremos a solidariedade dos seus países nesses tempos de ditadura”.
Finalizou lamentando a situação que seu país se encontra e fez um apelo por democracia e justiça.
















