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Recém-chegado em Brasília, o ministro conselheiro da embaixada da Bolívia, Horácio Villegas Pardo, tem uma importante missão: estreitar os laços econômicos e culturais da Bolívia com o Brasil para gerar objetivos comuns entre os dois países.
De acordo com o ministro conselheiro, a Bolívia está em uma fase de industrialização de matérias primas, principalmente de gás e fertilizantes. “Creio que o Brasil é um dos maiores consumidores de fertilizantes do mundo. É uma potência e um mercado superinteressante para essa produção da Bolívia. E temos também o tema do turismo”, explica.
Horácio Villegas destaca que a Bolívia possui lugares espetaculares, como o Salar de Uyuni, muito valorizado em outros países, e visitado por turistas principalmente da Europa e do Japão. “Queremos aproveitar a proximidade com o Brasil para conhecerem esse lugar que é maravilhoso. Temos diferentes regiões, com climas variados. Temos a região amazônica…não é uma viagem cara. Queremos fazer convênios com agências de turismo para planos de viagens”, explicou.
Comércio -“Queremos também comercializar produtos agrícolas. Compramos do Brasil industrializados como sapatos, móveis e podemos ampliar esse comércio também”, disse o ministro conselheiro Horácio Villegas. Na sua avaliação, “em termos comerciais, estamos em um contexto político geopolítico importante, onde existe lamentavelmente uma guerra no mundo que gera nos países condições inflacionárias, subida dos preços dos alimentos e dos combustíveis”, analisa.
Villegas Pardo diz que acredita ser intenção de todos os países resolver esses problemas “que atingem principalmente as populações mais vulneráveis. Nesse sentido, a Bolívia tem muitos temas a tratar e trabalhar conjuntamente e creio que esse deve ser o norte de agora e sempre”.
Imigrantes – Na avaliação de Villegas Pardos, é preciso também estreitar os laços culturais entre o Brasil e a Bolívia. Ele conta que o maior número de imigrantes bolivianos vivem no Brasil: cerca de 300 mil a 400 mil pessoas, que se concentram principalmente em São Paulo e que se dedicam sobretudo à confecção de roupas. “Há interesse que se interiorizem da melhor maneira. Também recebemos muitos estudantes brasileiros, principalmente em Santa Cruz e Cochabamba. Então é um intercâmbio não só de mercadorias, mas também de pessoas”, comenta.
Sobre a possibilidade de o trem que saia da Estação da Luz, em São Paulo seguia até Santa Cruz de La Sierra e que deixou de circular há cerca de 40 anos, o ministro Horacio Villegas Pardo diz que há sempre a intenção de que se pode melhorar as infraestruturas para uma conexão de transporte. “Igualmente, o tema do corredor oceânico está nos planos do Brasil e da Bolívia. É preciso gerar as condições para que seja feito. Esse corredor trará muitos benefícios não só para nossos países como também para as empresas de toda América do Sul”, explica.
Bandeiras – Na sede da embaixada da Bolívia estão três bandeiras: a boliviana, a brasileira e outra bem colorida, que segundo o ministro Horacio Villegas Pardo representa a história dos povos indígenas originários daquele país. “A história da Bolívia é um tanto complexa por conta de todo o colonialismo que se viu impregnado no país. Esses últimos 15 anos têm sido importantes para a defesa e respeito dos direitos dos povos indígenas, e cuja história queremos resgatar e integrar”, afirmou.




