|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
A Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas lançou recentemente seu Relatório Mundial da Felicidade 2022.
O relatório classifica a Finlândia como a nação mais feliz do mundo pelo quinto ano consecutivo. O país nórdico recebeu a nota 7,82 em uma escala que vai até 10. Dinamarca, Islândia, Suíça e Holanda completam a lista das cinco nações onde moram as pessoas mais “felizes do mundo”.
O primeiro país não europeu entre os 10 mais é Israel, seguido pela Nova Zelândia. No outro extremo, o país mais infeliz, classificado em 146º lugar, é o Afeganistão.
O Brasil caiu três posições e agora aparece na 38ª posição, com 6,293. Em 2021, o país era o 35º colocado. A Costa Rica (23ª) é o país latino-americano melhor avaliado no ranking e Venezuela (108º) é tem a pior posição nas Américas, ficando atrás inclusive do Iraque.
O relatório é publicado anualmente desde 2012, com base em dados coletados pelo Gallup World Poll. Ele é desenvolvido por especialistas independentes e baseado em pesquisas que questionam as pessoas sobre a sensação de felicidade e cruzam as informações com dados como PIB per capita, apoio social, expectativa de vida saudável, liberdade para fazer escolhas de vida, generosidade e erradicação da corrupção.
Neste ano, o levantamento destacou os efeitos da pandemia sobre o bem-estar das pessoas e uma das principais conclusões é: “Países em que as pessoas confiavam umas nas outras e em seus governos obtiveram menores índices de mortalidade de COVID-19 e prepararam o terreno para manter ou reconstruir um senso de propósito comum para vidas mais felizes, saudáveis e sustentáveis”.
Jeffrey D. Sachs, editor fundador do relatório, resume as lições que aprendeu com o esforço de uma década de pesquisas: “Agora, em uma época de pandemias e guerra, precisamos mais do que nunca desse esforço. E a lição do Relatório Mundial da Felicidade ao longo dos anos é que o apoio social, a generosidade entre as pessoas e a honestidade no governo são cruciais para o bem-estar. Os líderes mundiais devem prestar atenção. A política deve ser direcionada, como enfatizaram os grandes sábios há muito tempo: ao bem-estar do povo, não ao poder dos governantes”.
* Com informações de ONU e Global Voices.




