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Cerca de dois anos após a Organização Mundial da Saúde ter declarado que a infecção pela Covid-19 era uma pandemia, o mundo mudou e continua buscando uma maneira de vencer a crise sanitária que causou milhões de mortes em todo o mundo.
Promovido pelo The Global New Economy Forum em parceria com Diplomacia Business, o webinário “Cooperação para o combate à Pandemia aos Países da África” reuniu nesta quinta-feira (27), 32 embaixadores, embaixadoras e diplomatas que atuam no Brasil para debaterem o tema.
Cada convidado pôde falar sobre sua experiência e analisar as possibilidades de apoio no combate à pandemia nos países africanos. A reunião foi realizada em formato híbrido, a partir do escritório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília.
O programa teve abertura de Victor Borges, presidente do The Global New Economy Forum, e as prédicas foram conduzidas em português e também em inglês. Elna Souza, CEO do Diplomacia Business também compôs a mesa.
A primeira manifestação foi de Martin Mbeng, Embaixador de Camarões e Decano do Grupo de Chefes de Missões da África em Brasília.

Em seguida, falou Mariangela Simão, Diretora-geral Assistente para Medicamentos , Vacinas e Produtos Farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Rui Mucaje, presidente da AfroChamber, Câmara de Comércio Brasil-África analisou os motivos pelos quais a Covid-19 teve um impacto sobre o continente africano menor que o esperado, ao mesmo tempo que escancarou algumas dificuldades históricas da região.
Na sequência, a palavra foi dada a Marcelo Zuffo, professor de Engenharia da POLI/USP e co-responsável pelo Projeto Inspire, que produz respiradores de baixo custo e distribuiu mais de 1.000 unidades para hospitais públicos no Brasil.
Por sua vez, Raul Borges Guimarães, pró-Reitor de Extensão Universitária e Cultura da UNESP, falou sobre o “Radar Covid-19”, iniciativa recém-lançada de pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) para análise e mineração de dados referentes à disseminação do novo coronavírus no interior paulista.
Oferecendo uma perspectiva do poder público, Marcelo Morales, Secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), explicou as ações da “RedeVírus”, que reúne instituições de todo o país para um trabalho em conjunto no desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos, vacinas e produção de conhecimento sobre o vírus.
A questão da disponibilidade das vacinas foi tratada por Tiago Tadeu Rocca de Moraes, Gerente de Parcerias Estratégicas e Novos Negócios do Instituto Butantã, São Paulo. Ele também é secretário da Rede de Fabricantes de Biofarmacêuticos Emergentes e membro do Comitê Executivo da Rede de Fabricantes de Vacinas para países em Desenvolvimento.
Já Tamires Guimarães, Coordenadora da Frente Nacional Antirracista, falou sobre como a questão racial por vezes influencia os programas de saúde no combate ao novo coronavírus.
Fechando o evento, Gustavo Mendes Lima Santos, Gerente-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos abordou a regulamentação das vacinas e medicamentos usados no tratamento da Covid no Brasil.
O embaixador Mbeng encerrou o webinário agradecendo aos participantes e destacou que se trata de “uma oportunidade única” de cooperação entre o Brasil e os países africanos, qua abre muitas possibilidades.




