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Santa Maria de Belém do Grão Pará, ou simplesmente Belém do Pará, foi fundada em 12 de janeiro de 1616. Está localizada ao nordeste do Pará, a 120 km do mar e 160 km da linha do equador. Em janeiro próximo, a capital de 1.500 mil habitantes, faz aniversário. A prefeitura local cancelou festas de réveillon e carnaval de 2022, por causa da variante ômicron, e não divulgou programação de aniversário da cidade.
Mas janeiro é uma boa época para se conhecer Belém, mantendo distanciamento social e tomando medidas de proteção contra a Covid-19. A capital possui 1.059,406 km² (IBGE) de área territorial e muitas atrações turísticas. Mergulhar na grande piscina do Parque dos Igarapés ou tomar deliciosos sorvetes regionais, como o de cupuaçu ou bacuri, na Estação das Docas, são algumas dessas opções turísticas.

Um passeio pela Estação das Docas é ideal para saborear as guloseimas paraenses e apreciar a beleza da baia do Guarujá. Inaugurada em 13 de maio de 2000, a Estação tem bares, restaurantes, sorveterias, lojas, teatro e é um dos espaços que mais refletem a região amazônica. O complexo turístico e cultural congrega gastronomia, cultura, moda e eventos. São 32 mil m2, divididos em três armazéns e um terminal de passageiros.
Ver-o-Peso – Pertinho da Estação, está o Ver- o- Peso, um mercado também às margens da baía do Guajará. Trata-se da maior feira ao ar livre da América Latina, que abastece a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi candidato a uma das sete Maravilhas do Brasil. Inaugurado em 1901, o mercado oferece remédios, chás e raízes “para todos os males”, frutas regionais, açaí fresco, peixe e de tudo um pouco.
Teatro da Paz – O que não falta em Belém são prédios antigos, como belas igrejas e o Teatro da Paz, inaugurado em 1878, na época áurea da borracha, em estilo neoclássico, com 1.100 lugares. Hoje, são 890 lugares, pois foram inseridos assentos no “paraíso”, nos altos do teatro. A fachada é sustentada por seis colunas coríntias. No teto do salão, pintura do italiano Domenico de Angelis retrata o deus Apolo e seu carro triunfal puxado por cavalos, entre motivos da fauna e da flora amazônicas.
O Teatro da Paz recebeu companhias líricas famosas da Europa e continua aberto à visitação.
Igrejas – A Basílica de Nazaré foi inaugurada em 1909, uma reprodução da Basílica de S. Paulo, em Roma. As portas são de bronze. Na cripta, está um museu sobre a tradicional festa do Círio do Nazaré. Outra igreja de destaque é Catedral da Sé, inaugurada em 1771, possui painéis do italiano Domenico di Angelis e altar-mor doado pelo papa Pio 9.
Já a Igreja N.S. das Mercês é uma construção de traços simples de 1640. Era abrigo dos combatentes da Cabanagem, revolta popular que contou com a participação de negros e índios em 1835, contra os representantes da Regência.
Bosques – O Bosque Rodrigues Alves é outra atração turística e fica bem no centro de Belém, na praça Frei Caetano Brandão. Contém uma amostra da mata amazônica original, com 2.500 árvores. O bosque possui área total de 152 mil m2 com lagos, grutas e orquidário. Foi construído pelo barão de Marajó, que sonhava com uma réplica do Bois de Boulogne, de Paris. No zoológico, bichos amazônicos como peixes-bois e tartarugas. E para manter lendas vivas, na alameda principal, esculturas do Curupira, defensor das matas, e o Mapinguari, espécie de monstro humano.
O Forte do Castelo merece ser visto, na praça Frei Caetano Brandão. Erguido em 1878 no mesmo local onde os portugueses construíram em 1616 o forte do Presépio, marco da fundação da cidade, com vista para a baía do Guajará. Os canhões ainda estão sobre seus trilhos de ajuste de pontaria no piso de pedra.
O Palácio Antonio Lemos, conhecido como Palacete Azul, fica na Praça Dom Pedro II. É um prédio neoclássico projetado pelo arquiteto italiano Antonio Landi e inaugurado em 1883. Abriga a Prefeitura e o Museu de Arte de Belém. Esse museu tem pinturas regionais, esculturas “belle-époque” trazidas da Europa e mobiliário dos salões da alta sociedade paraense da passagem do século 19. Possui escadarias de mármore, lustres requintados, ladrilhos decorados, forro com detalhes de zinco e pisos de madeiras amazônicas.
Já o Museu de Arte Sacra possui arte sacra da Amazônia e exposição permanente de obras dos séculos 17, 18, 19 e 20. Sua principal atração é a Igreja de S. Alexandre.
Mangal das Garças – É o mais novo parque da cidade da cidade, com cerca de 40.000m2. É um complexo ecológico com o armazém do tempo, mirante, viveiro dos pássaros, lago artificial, com pássaros em liberdade, borboletário, lago da vitória régia e um orquidário.
Vale a pena também chegar até à Casa das 11 janelas, construída a mando de um rico dono de engenho chamado Domingos da Costa Bacelar, em 1768. Mais tarde, o prédio foi adaptado para funcionar como um hospital militar e depois sediou o 8º depósito de suprimento de armas do exército brasileiro. Em 2011, foi transformado em uma Referência em arte contemporânea.
Calor sempre – É preciso escolher com cuidado a época de visitar Belém, pois o calor na cidade de clima tropical, quase na linha do Equador, é forte. Calor úmido e constante. Como toda cidade grande do Brasil, tem violência e problemas sociais.
Há um pequeno “inverno” na região, geralmente no final do ano e até janeiro, tempo de chuvas, mas que torna o clima suportável. São chuvas diárias, mas passageiras. E para dar refrescar mente e corpo, uma ótima opção é conhecer o Parque dos Igarapés.
O Complexo Ecológico Parque dos Igarapés fica localizado a 12 minutos da área central de Belém. Com 160 mil metros quadrados, o ambiente é refúgio para quem busca a tranquilidade da natureza Amazônica. Possui completa estrutura de turismo e lazer, piscina de água mineral corrente com 1700 m², hotel, trilhas, arvorismo e belezas naturais como igarapés, pássaros e árvores nativas. Aos finais de semana, fica lotado, mas durante a semana é bem tranquilo.




