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O telescópio espacial James Webb, o maior e mais potente já desenvolvido, foi lançado neste sábado (25) da base de Kourou, na Guiana Francesa. Ele partiu a bordo de um foguete Ariane 5, de fabricação europeia.
O novo telescópio, que começou a ser desenvolvido há mais de 30 anos, resulta de uma parceria entre a Agência Espacial Europeia, a NASA, líder do projeto, além da Agência Espacial Canadense.
O projeto do telescópio começou em 1996, visando ser o sucessor do Hubble, em órbita há 31 anos, a 570 quilômetros da Terra. O James Webb, cujo nome é homenagem a um antigo dirigente da NASA, ficará posicionado a 1,5 milhão de quilômetros.
Seu lançamento foi inicialmente previsto para 2007. No entanto, uma sucessão de atrasos e mudanças nos planos forçaram um redesenho significativo em 2005. Ele foi concluído em 2016, e permanecia em testes desde então.
Somente no final de 2021, depois de 25 anos de desenvolvimento, com mais de R$56 bilhões investidos, a mais cara e uma das mais importantes missões na história da Nasa finalmente decolou. O espelho principal do Webb, de 6,5 metros de diâmetro, com sensibilidade 100 vezes superior a do Hubble.
Os astrônomos esperam com o telescópio possa servir como uma “máquina do tempo”, pois irá estudar todas as fases da história cósmica. Sua tecnologia avançada do permitirá captar dados sobre corpos celestes ainda mais distantes, distando 13,5 bilhões de anos, quando o Universo era bastante jovem. A idade estimada do Universo pela teoria do Big Bang é 13,8 bilhões de anos. Também observará exoplanetas — planetas que orbitam um sistema planetário diferente do nosso.
O telescópio inovador possui um escudo solar desdobrável (do tamanho de uma quadra de tênis), que o manterá frio para poder operar. Após sua trajetória para posicionamento no espaço, o início das observações deve ocorrer no primeiro semestre de 2022.




