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O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) participou, na última quinta-feira, da reunião pós-operacional da Operação Azure II, realizada no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), no Rio de Janeiro.

A iniciativa integra o CRIMJUST – Programa Global de Desarticulação de Redes Criminosas –, implementado pelo UNODC com apoio do Bureau of International Narcotics and Law Enforcement Affairs (INL/State Department), e faz parte da Estratégia do UNODC sobre drogas sintéticas, que busca fortalecer as capacidades nacionais para enfrentar esse mercado ilícito em rápida expansão.

Durante a abertura do encontro, a diretora do UNODC no Brasil, Elena Abbati, ressaltou a importância da cooperação internacional contra o crime organizado “como guardião da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) e da Convenção contra a Corrupção (UNCAC), o UNODC desempenha um papel de fortalecimento das capacidades dos Estados para enfrentar o crime organizado transnacional, incluindo o tráfico de drogas sintéticas, cenários onde se fazem essenciais a troca de informações e a cooperação internacional.”

A Operação Azure II reuniu autoridades do Brasil, Chile, Guatemala, Honduras e Uruguai, além de representantes do Caribe (Bahamas, Jamaica, Suriname, Trinidad e Tobago) e da África Ocidental (Côte d’Ivoire, Gana, Nigéria, Togo), que participaram de forma presencial e virtual. As ações foram desenvolvidas em centros postais e aeroportos internacionais, envolvendo perfilamento de encomendas, apreensões, entregas controladas e investigações transnacionais, com o objetivo de desarticular cadeias de fornecimento e redes criminosas envolvidas no tráfico de drogas sintéticas.

Lançada em 2021 pelo CRIMJUST, a operação Azure envolveu em sua primeira fase 12 países da América Latina, Caribe e África Ocidental, resultando em mais de 125 apreensões e 18 prisões. A segunda fase, realizada entre julho e agosto de 2025, focou na interceptação de drogas sintéticas traficadas por serviços postais/courier, ampliando o alcance da cooperação global.

O Superintendente Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Galvão da Silva Rêgo, enfatizou que “a reunião reforça a importância da cooperação internacional e da atuação integrada entre os países participantes, contribuindo para o combate eficaz ao tráfico de drogas sintéticas na América Latina.”

Concluindo sua intervenção, Elena Abbati reforçou o compromisso institucional do UNODC reiterou o compromisso do UNODC em continuar oferecendo assistência técnica especializada aos Estados Membros, apoiando-os de forma concreta e estratégica no enfrentamento ao tráfico de drogas sintéticas, em alinhamento com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, especialmente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, que promove sociedades pacíficas, justas e instituições eficazes.

A Operação Azure reforça o compromisso do UNODC em oferecer cooperação técnica, promover respostas baseadas em evidências e apoiar os Estados na construção de sociedades mais seguras frente aos desafios do crime organizado transnacional.

Sobre o CRIMJUST
Programa global do UNODC que fortalece investigações transnacionais e ações conjuntas de justiça criminal para desarticular redes de crime organizado ao longo das principais rotas de tráfico ilícito, com foco na América Latina, Caribe, África e Europa. Implementado desde 2016, faz parte do Programa Global de Disrupção de Redes Criminosas, promovendo cooperação internacional, capacitação técnica e investigações pós-apreensão para identificar alvos criminosos de alto nível, conectando países de origem, trânsito e destino e apoiando autoridades nacionais e parceiras como Polícia Federal, Ministério Público Federal, Interpol e União Europeia

Fonte: Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil.

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