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A lista de lugares para se visitar na África do Sul é interminável, segundo a cônsul-geral daquele país, Tinyiko Kumalo. Em entrevista ao Diplomacia Business, a diplomata cita os principais atrativos que o turista deve conhecer. Fala sobre as fantásticas viagens de trem, que se transformam em hotéis de luxo, e por onde o viajante, além de poder conhecer rica gastronomia, pode apreciar vinícolas, montanhas, desertos, florestas, litoral, reservas e a beleza única e típica da savana Africana.
Empoderamento de mulheres, resolução de conflitos, mediação e treinamento são algumas das paixões da cônsul-geral Tinyiko Kumalo. Ela vive no Brasil há pouco mais de um ano e diz “amar a energia e simpatia dos brasileiros, embora ainda não tenha viajo muito pelo país”. Na entrevista, a diplomata destaca os vinhos sul-africanos, as relações Brasil e África do Sul, sustentabilidade e turismo. Veja a entrevista
Diplomacia Business – Como está o turismo hoje na África do Sul?
Cônsul-geral da África do Sul em São Paulo, Tinyiko Kumalo – O turismo é um contribuinte vital para a economia Sul Africana. Com sua ampla capacidade de absorção de mão de obra, é visto como uma ferramenta de desenvolvimento, desempenhando um papel significativo na resposta aos desafios socioeconômicos do país. Entre eles, a oferta de emprego a indivíduos com diferentes níveis educacionais e de competências, emprego das mulheres, incluindo nas áreas rurais e na garantia da distribuição geográfica dos benefícios. O setor é, também, importante para o mercado externo. Além disso, tem impacto na economia em geral devido a conexão com outros setores econômicos.
Infelizmente, o turismo foi o primeiro setor econômico a ser profundamente atingido pela pandemia por conta das medidas restritivas para conter o vírus, incluindo as restrições de entrada. A indústria do turismo na África do Sul está, aos poucos, recuperando-se dos efeitos devastadores da pandemia do Coronavírus, assim como as restrições recentes de viagens que, infelizmente, foram impostas sob a África do Sul por alguns países, após a descoberta da nova variante Omicrôn. Nosso Plano Governamental de Recuperação do Turismo, criado em março de 2021, introduziu uma série de intervenções para motivar a recuperação do setor turístico e enquadrá-lo em um termo para a sustentabilidade a longo prazo.
A África do Sul é geopoliticamente distinta e possui diversidade cultural e natural que comporta a proposta global do turismo. Estando entre os seis países top de maior biodiversidade no mundo e diverso, a África do Sul apresenta uma vasta riqueza ecológica. Existem sete biomas distintos no país, abrigando cinco patrimônios mundiais, 22 parques nacionais e centenas de reservas naturais. O potencial do turismo na África do Sul é vasto e precisa ser explorado. Apesar da crise da Pandemia da Covid-19 estar sendo catastrófica, o potencial de crescimento do setor a longo prazo na economia da África do Sul permanece intacto.
Quais pontos turísticos e monumentos Sul Africanos que os turistas precisam visitar?
Um dos slogans do turismo Sul Africano diz “Em cada província, em cada canto, há um momento mágico esperando para deixá-lo inspirado com pessoas incríveis sustentando tudo isso. Da vida urbana à aventura, da vida selvagem à cultura, cenários de tirar o fôlego às costas ensolaradas – descubra a África do Sul”.
A lista de lugares para se visitar é interminável! Porém, posso sugerir algumas entre as coisas mais populares para se ver e fazer no país:
Faça um safári selvagem – As opções de Parque são: Parque Nacional Kruger (nas províncias de Limpopo e Mpumalanga), Reserva Privada de Shambala em Limpopo, o Parque de Elefante Addo ou a Ilha das Aves no Cabo Oriental (Eastern Cape). Esses são locais que os turistas precisam conhecer.
- Visite as rotas de vinhos em Cabo Ocidental (Western Cape) (Stellenbosch, Franschhoek) – aqui você pode fazer um passeio de bonde pelo espetacular Vale Franschhoek.
- Aprecie nossas belas praias e vida marinha da “Rota do Cabo da Baleia”, ou o Vale dos tubarões no Cabo Ocidental e a migração de sardinhas em KwaZulu Natal.
- Curta uma aventura cheia de ação no Bungee Jumping da ponte de Bloukrans na rota do Jardim com 216 metros de altura, sendo a mais alta ponte de bungee jumping do mundo.
- Faça um passeio de balão sobre o Parque Nacional de Pilanesberg que conta com mais de 7000 animais.
- Parta em uma caravana histórica no Museu do Apartheid ou o Patrimônio Mundial Berço da Humanidade em Gauteng, onde é possível ver fósseis que datam de 200 milhões de anos atrás.
- Visite a Cidade do Sol e o Cassino na Província Noroeste (North West), onde você pode jogar golfe, visitar uma piscina gigantesca e aproveitar muitos jogos e atividades em áreas externas.
- Conheça o Museu Nacional Nelson Mandela, comumente conhecido como a Casa de Mandela em Orlando West, Soweto. Este foi o local onde Nelson Mandela morou entre os anos de 1946 e 1962. É um ponto turístico interessante para aqueles que apreciam a história do mais famoso líder Sul Africano do mundo.
- Dirija até a Rota do Jardim e aprecie belas praias, lagoas e enseadas, florestas indígenas, flores e cidades. É possível ver golfinhos, baleias, tubarões-brancos e pinguins africanos. Reservas naturais, vinícolas e museus.
- Visite a Rota Panorâmica em Mpumalanga, uma das muitas rotas cênicas no país. É um trecho de 800km de estrada da Cidade do Cabo (Cape Town) que liga vilas, cidades, parques nacionais e reservas com as mais belas exibições de flores silvestres do país. No passeio, podem ser vistas milhares de flores que cobrem uma vasta área desértica. Essa área é cheia de cachoeiras, formações rochosas naturais, vistas espetaculares, fenômenos geográficos, um cânion de tirar o fôlego e muitas vilas pitorescas.
- Passe pela Rota da Flor Namaqualand para ver milhares de flores e paisagens desérticas. Essa é um acontecimento que só acontece e dura alguns meses e não pode ser visto em mais nenhum lugar do mundo.
- Visite a Ilha Robben, que abrigou Nelson Mandela e outros líderes do Apartheid por muitos anos. Na ilha, como ficou conhecida, os líderes da luta contra a opressão racial forjaram seus pensamentos políticos e se tornaram ícones da era pós apartheid na África do Sul.
Existem muitas outras coisas para fazer, mas como pode ver, existe algo para todo mundo na África do Sul e queremos que mais brasileiros visitem e explorem nosso belo país. Viajar de carro é provavelmente a melhor forma de propriamente conhecer nosso país e para isso temos estradas excelentes com ótima infraestrutura.
A África do Sul possui os dois trens mais luxuosos do mundo: o Rovos Rail e o Trem Azul. Eles continuam a atrair muitos turistas?
A África do Sul é abençoada em poder oferecer uma grande variedade de escolhas no que diz respeito a viagens luxuosas de trem. Os trens passam pelas vinícolas do Cabo e Karoo, reservas de caça e regiões históricas, tornando a viagem inesquecível e uma experiência como nenhuma outra. Esses trens luxuosos são muito populares e representam uma maneira única de se viajar pela África do Sul e Sudeste da África.
O Rovos Rail, famoso por conta de sua elegância e extravagância, é o trem que proporciona melhor viagem. Ele é composto por carruagens vintage glamorosas e salões acabados com elegantes painéis de madeira e cadeiras com encosto alado. Os hóspedes podem, ainda, desfrutar de uma experiência gastronômica de primeira classe com excelente culinária, em um ambiente super agradável com uma atmosfera típica dos anos 1940. Este trem viaja para Durban, Cidade do Cabo, Cataratas Vitória, Tanzânia e Namíbia. Durante a viagem, os passageiros são abençoados com paisagens das vinícolas, montanhas, desertos, florestas, litoral, reservas e a beleza única e típica da savana africana. Os trens funcionam a base de diesel, eletricidade ou, em situações especiais, a vapor.
O Trem Azul é outro luxuoso hotel cinco estrelas sobre rodas. Passando pela Cidade do Cabo (Cape Town), Pretória e Hoedspruit, este trem oferece aos passageiros uma experiência que incorpora gastronomia fina com suítes de luxo, acabadas em ouro e mármore. Os elegantes carrinhos de descanso permitem que as paisagens panorâmicas sejam apreciadas, além disso, o passeio dispõe de um mordomo pessoal para atender todas as necessidades dos passageiros, garantindo conforto e relaxamento.
O Expresso Shongolo é um bonito trem que passa pelas fronteiras da África do Sul, viajando pela Namíbia, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. O trem oferece excursões com um ambiente descontraído e casual, mas que não deixa o luxo de lado. Os chefes fornecem menus que incluem pratos nacionais, africanos, holandeses e malaios.
A África do Sul produz vinhos deliciosos. Como está o consumo hoje bem como a exportação do produto no país?
A África do Sul tem mais de 300 anos de experiência na produção de vinhos. As áreas vinícolas têm, em sua maioria, um clima mediterrâneo, com encostas montanhosas e vales, habitats ideais para as uvas utilizadas na produção de vinho. A indústria sul-africana de vinhos está a todo vapor desde os primórdios da democracia. Atualmente, 2.873 fazendeiros cultivam cerca de 100 mil hectares com vinha, e mais de 300 mil pessoas estão empregadas direta ou indiretamente na indústria do vinho.
“>O volume da exportação de vinhos sul-africanos cresceu 22% em 2021, excedendo os níveis préCovid-19. O valor dessas exportações também aumentou em 12,1% parcialmente devido à escassez que levou ao aumento dos preços. O Reino Unido foi o maior mercado para as exportações de vinhos sul-africanos. Tanto em termos de volume quanto de valor, seguido da Alemanha. As exportações para a China duplicaram. Crescimento positivo também foi observado nos Estados Unidos e Canadá. Os vinhos brancos são mais populares, e as maiores demandas são dos vinhos Chardonnay e Sauvignon Blanc.
Já a exportação de vinhos para o Brasil vem crescendo de forma constante ao longo dos últimos três anos, de US $1,7 milhão em 2016 para US $3,6 milhões em 2019. Também notamos um alto crescimento das exportações após a Copa do Mundo em 2010. A pandemia teve um impacto severo nas exportações de vinho da África do Sul para o Brasil em 2020, por conta da interrupção de rotas de transporte, assim como o cancelamento de voos diretos que aconteciam duas vezes ao dia.
O consumo de vinho no Brasil obteve seus maiores índices desde 2000, um crescimento significativo de 15%, com um acréscimo de 3 milhões de novos apreciadores de vinho. Devido ao interesse dos novos consumidores, assim como alta popularidade, as projeções são de que haja um aumento de 5 a 10% até 2025. Esse aumento representa uma grande oportunidade para uma grande variedade de vinhos sul-africanos entrarem no mercado brasileiro.
Em nível de governo para governo, precisamos apontar problemas como altas tarifas de importação, as quais são as principais barreiras para a entrada dos vinhos sul-africanos no Brasil, diferente dos vinhos das regiões do Mercosul, os quais não tem impostos. Existem também outros bloqueios para exportadores de primeira viagem, o que adiciona custos e o tempo em que o produto fica retido na alfândega. Isso explica o motivo pelo qual se estima que cerca de 2/3 do consumo de vinho no Brasil seja produzido internamente.
A rota vinícola mais longa do mundo está localizada na África do Sul. Como é essa rota?
As vinícolas do Cabo (Cape) estão entre as mais bonitas e de tirar o fôlego em todo o mundo. Muitas rotas, incluindo Constantia, Durbanville, Darling, Stellenbosch, Helderberg, Paarl, Franschhoel, Wellingtom e a Baía de Walker estão a menos de uma hora de viagem da Cidade do Cabo. Outras como Breedekloof, Worcester, Robertson, Pequeno Karoo, Tulbagh, Swartland, Rio Olifants e Nordeste de Cabo nos levam a uma jornada em paisagens belíssimas que variam constantemente.
Uma boa infraestrutura em Cabo Ocidental (Western Cape) inclui hotéis de classe, casas de hóspedes, restaurantes, spas, cabanas de caça e cursos de golfe. As várias rotas oferecem uma grande variedade de atividades, como trilhas para andar a cavalo, ciclismo nas montanhas e escalada, observação de baleias, praias, flores e uma abundante vida de aves. Pelas fazendas de vinhos históricas de Cabo, encontram-se exemplos da arquitetura holandesa que floresceu nos séculos 18 e 19. As casas apresentam telhados de palha e paredes grossas. Além das belezas das rotas, nossos vinhos são simplesmente deliciosos e com ótimo custo-benefício, sobretudo porque o real brasileiro vale mais que nossa moeda.
O país também lidera em questões de sustentabilidade ambiental e integridade de produção. Desde a safra de 2010, foi introduzido um novo selo para os vinhos sul-africanos que acompanham o vinho da vinha até a garrafa. Este selo é inédito, mundialmente falando, e certifica a integridade do produto, assim como a sustentabilidade. Caso o vinho não seja do gosto, o turista pode aproveitar as cervejas, gins, uísques e licores (o mais popular é a Amarula). Temos também uma pequena indústria de café em KZN, onde o produto é fabricado em pequenas fazendas independentes e de excelente qualidade.
Como estão as relações entre Brasil e África do Sul?
Em 2021, pela primeira vez desde que as relações diplomáticas foram estabelecidas, a África do Sul exportou mais de US $1 bilhão em mercadorias para o Brasil (um aumento de 65% com relação a 2020). No mesmo ano, o Brasil exportou US $1.186 bilhão de mercadorias para a África do Sul (aumento de 20% com relação a 2020). O déficit comercial de US $183 milhões (de US $380 milhões em 2020) é o menor em décadas. Porém, ainda existe um enorme potencial, especialmente em itens beneficiados que chegariam da África do Sul ao Brasil, com a industrialização sul-africana.
Os setores chaves de cooperação são agricultura, defesa, infraestrutura e energia (biocombustíveis e etanol). Como parte de nossos esforços em introduzir alguns produtos únicos da África do Sul no Brasil, nosso país realizará uma missão virtual de vendas de alguns de nossos produtos, como vinho, rooibos, chá honeybush e frutas. Estes itens serão apresentados aos compradores brasileiros. O evento acontecerá nos dias 10 e 11 de março. Os interessados podem entrar em contato com o Consulado para mais informações. As relações comerciais continuam a crescer, com um grande potencial para uma cooperação mais ampla e profunda entre os dois países. O enorme esforço político demonstrado no último ano reafirma o crescente potencial de interesse privado de ambos os países.
Quais são as principais prioridades da senhora como cônsul-geral da África do Sul no Brasil?
Minha prioridade principal é fomentar a parceria econômica entre os dois países em apoio à Reconstrução e Recuperação da Economia Sul Africana (ERRP), na qual o meu Governo procura construir uma economia mais inclusiva, resiliente e com crescimento rápido. Isso significa, primeiramente, aumentar o investimento do Brasil na África do Sul, segundo: criar mais acesso para mais produtos sul-africanos a entrar no Brasil e terceiro: aumentar o número de brasileiros turistas em meu belo país. Claro que é também ótimo para a África do Sul ter mais empresas fazendo negócios no Brasil.
Uma outra meta é apresentar aos brasileiros a região de maior livre comércio do mundo, a Área de Livre Comércio Continental Africana (AFCFTA) e as oportunidades para as empresas do Brasil participarem da construção de infraestrutura no continente africano. Expandir o comércio na África do Sul sempre foi uma prioridade para nós, tendo em vista que esse setor é a âncora para a recuperação da economia do país. Como é de conhecimento, os turistas brasileiros podem entrar na África do Sul sem visto por um período de 90 dias. No momento, o teste PCR negativo da COVID-19 é a única exigência para entrar em nosso país. A África do Sul continua a oferecer aos turistas brasileiros um ótimo custo-benefício.
Sou apaixonada em expandir as relações entre pessoas, incluindo nas áreas de música, cultura, esporte e acadêmica. Assim como os sul-africanos, os brasileiros amam esportes, música, comida e ar livre. O Brasil é um país belo e diverso que compartilha muita cultura, história e laços com o continente africano. Precisamos explorar essa sinergia natural entre nossos povos e promover formas de fortalecer essas relações. Eu espero conquistar isso enquanto ainda estou aqui.
Eu vejo grande potencial na possibilidade de aumentar a prosperidade mútua e o desenvolvimento sustentável por meio da cooperação entre nossos países. Ainda tem muito a ser feito a fim de enriquecer o comércio bilateral e investimentos, e se engajar juntos nos campos de pesquisa e inovação em todos os setores na era pós pandemia fazendo um futuro diferente do passado.
Como a África do Sul tem lidado com a manutenção de seus recursos naturais e sustentabilidade?
A mudança climática tem sido identificada como a maior ameaça à produção agrícola sul-africana, afetando os ecossistemas e ameaçando, também, a segurança alimentar, sistema econômico, pecuária, desenvolvimento socioeconômico e disponibilidade de recursos naturais. O país é particularmente vulnerável às mudanças climáticas, tendo em vista que a agricultura é dependente da temporada de chuvas.
A África do Sul tem implementado ações de proteção ambiental por meio de diversos projetos legislativos e políticas de biodiversidade, sustentabilidade e mudança climática. Políticas, estratégias e planos estão sendo desenvolvidos e atualmente sendo implementados. Esses incluem, o Plano de Mitigação e Adaptação de Mudanças Climáticas, o Quadro Estratégico de Agricultura Inteligente para o Clima, o Programa Verde de Recuperação de Estímulos e um projeto de Financiamento de uma Economia Sustentável para 2020-2022.
A África do Sul também iniciou a delineação de áreas com alto potencial agrícola para o cultivo e pastoreio, que devem ser preservadas para o uso agrícola primário. Por meio deste processo científico, é garantido o uso adequado e sustentável do solo que não resultará em degradação. Essa abordagem adere aos objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs) 2 e 15.
Em preparação para a COP26 em Glasgow no ano de 2021, a África do Sul submeteu a Contribuição Nacional Determinada (NDC) para reduzir as emissões domésticas de carbono dentro do intervalo de metas compatível com os objetivos ambiciosos do Acordo de Paris. Alcançar essas metas requer transformações em nosso sistema de energia, incluindo descomissionamento, potenciação e reaproveitamento das usinas de carvão, assim como a implantação de energia renovável. Por meio de parceria com diversos países desenvolvidos, um montante inicial de US $8,5 bilhões será colocado em circulação nos próximos três a cinco anos para apoiar a transição da África do Sul rumo a um futuro com baixa emissão de carbono e resiliente ao clima.
Estamos comprometidos em tornar a economia sul-africana em uma economia verde, em abraçar um “futuro positivo e natural”, investir em soluções verdes e sustentáveis, as quais acreditamos que oferecem ao nosso país oportunidades em promover a longo prazo a competitividade econômica, desenvolvimento sustentável e resiliência climática.
Perfil
A cônsul-geral da África do Sul em São Paulo (SP), Tinyiko Kumalo, nasceu na província de Mpumalanga (o nome significa Local do Sol Nascente e a província é conhecida pela belíssima fauna e flora), na África do Sul. Tinyiko é casada e tem três filhos. Estudou comércio e possui mestrado em liderança de negócios. Trabalhou no setor público durante 23 anos, a maior parte no Ministério das Relações Exteriores da África do Sul. A diplomata possui vasta experiência em Gestão Financeira e Cadeia de Suprimentos. É fluente em três línguas (Inglês, Tsonga e Zulu) e tem proficiência básica em Afrikaans, Xhosa e Português. “Amo ler, viajar, cozinhar e passar tempo com minha família e amigos”, diz Tinyiko Kumalo.


