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O Brasil sediou, entre os dias 21 e 24 de junho, uma série de reuniões entre países latino-americanos e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo das economias mais industrializadas do planeta.

A Semana Brasil-OCDE, realizada no Itamaraty, em Brasília, englobou vários eventos sobre políticas econômicas, educação e produtividade no Brasil e na América Latina. O evento foi aberto na terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann. Eles tiveram reuniões para discutir o plano de adesão do Brasil à OCDE, aprovada no último dia 10 em Paris.

O governo brasileiro apresentou os principais resultados de projetos em curso para que o país cumpra os critérios de adesão à OCDE nos seguintes tópicos: questões e tendências econômicas, governança corporativa, revisões de marcos regulatórios, educação, saúde, governança pública, comércio e agricultura. Durante o Fórum, o Itamaraty fez o lançamento de um projeto financiado pela União Europeia para apoiar a recuperação da Brasil da crise econômica, com foco na agenda de crescimento verde.

O encontro teve a presença de outros órgãos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Confederação Andina de Fomento (CAF) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), entre outros organismos regionais.

Mathias Cormann teve uma agenda cheia ao longo dessa semana, onde encontrou-se com diversas autoridades.

Meio ambiente

Na quarta-feira (22), durante reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foram abordados temas como  as reformas política, trabalhista e previdenciária, aprovadas no Parlamento. Também falaram sobre a necessidade de ações como o fortalecimento do combate ao desmatamento ilegal, com maior preservação do meio ambiente.

O secretário-geral Cormann externou interesse em manter contato direto com o Congresso Nacional para tratar de temas pertinentes ao possível ingresso do Brasil na organização.

O secretário-geral reconheceu os avanços brasileiros, ao citar que o país alcançou 112 dos 229 instrumentos necessários para o ingresso na entidade, mas alertou para a necessidade da manutenção das políticas adotadas pelo Brasil. Em um recado duro, Cormann citou a descrença de outros países no cumprimento de metas na preservação ambiental, ao cobrar ações mais efetivas para a proteção da Floresta Amazônica.

“A Amazônia é um tema muito sensível entre os países que integram a OCDE, e é importante que o Brasil tenha uma posição firme contra o desmatamento ilegal”, pontuou.

Cormann ainda cobrou medidas que possam simplificar o sistema tributário brasileiro para garantir o ingresso na OCDE. “É uma oportunidade para que o país tenha condições melhores para que as pessoas possam viver, possam cuidar dos seus próprios interesses, das suas atividades de forma mais produtiva”, avaliou o secretário.

Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

* Com informações de Agência Brasil e Agência Senado.

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