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O presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário dos Estados Unidos, Joe Biden, conversarão por telefone nesta quinta-feira (30) “para discutir várias questões, incluindo os próximos compromissos diplomáticos com a Rússia”.

É segunda ligação telefônica deles sobre o tema no último mês Conforme o anúncio da Casa Branca, os americanos continuam empenhados “em esforços diplomáticos com aliados e parceiros europeus para” consultar e coordenar uma abordagem comum em resposta “ao aumento da presença militar da Rússia na fronteira com a Ucrânia.

Os Estados Unidos já anunciaram que estão prontos para sanções mais fortes contra Moscou no caso de uma invasão. Nesse contexto, Biden oferece a Putin um “caminho diplomático” para resolver as “tensões” na Ucrânia, aliado que os EUA “estão prontos para oferecer mais assistência”.

A conversa acontece duas semanas antes das negociações entre os dois países, marcadas para 10 de janeiro, sobre os tratados de controle de armas nucleares e a situação na fronteira com a Ucrânia.

Em sua mensagem de fim de ano a homólogo americano, Putin declarou: “estou convencido (…) de que podemos avançar e estabelecer um diálogo russo-americano eficaz, baseado no respeito mútuo e na consideração dos interesses nacionais de cada um”, segundo o Kremlin.
O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia (SNDC), Oleksiy Danilov, disse à imprensa do seu país que “Depois que Putin tomou a Crimeia, ele precisa consolidar essa situação. Para isso, ele quer que nosso país deixe de existir dentro de suas fronteiras modernas (…) garantir que o país se desintegra em duas ou três partes”. De acordo com o secretário do NSDC, o governo ucraniano está pronto para repelir qualquer tentativa de invasão, assegurando que se a diplomacia falhar, “como opção, armas podem ser usadas, mas estamos preparados para isso”.
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