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O BIG Festival, realizado na semana passada, teve em sua programação um encontro com Guilherme Gondin Paulo, da Embaixada do Brasil em Tóquio e Rafael Leal do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Eles discutiram a possibilidade de empresas brasileiras de tecnologia fecharem parcerias estratégicas com diferentes países através de programas de diplomacia inovadores.

Rafael Leal explicou que o Programa Diplomacia da Inovação do Brasil possui vários pilares: a marca brasileira, cooperação tecnológica (quando dois países se unem para resolver problemas mútuos), cooperação tecnológica (quando um país tem conhecimento técnico e o transfere para outro país) e a promoção da tecnologia.

Sua missão é apresentar o Brasil como uma nação inovadora. Nesse sentido, o diplomata cita os exemplos do Japão e da China, dois países que as pessoas já associam com o progresso tecnológico,

O objetivo dessa estratégia diplomática é utilizar o desenvolvimento da indústria brasileira de games para mudar a maneira como o país é visto no exterior. Outro aspecto importante é ajudar o ecossistema de inovação do Brasil a se conectar com agências internacionais e encontrar parceiros de negócios.

Guilherme Gondin Paulo contou que trabalha como diplomata na embaixada brasileira em Tóquio de dia, mas à noite era um gamer dedicado. Decidiiu focar no Brazil Games Week como uma estratégia para internacionalização. Ele destaca que o Brasil já tem vários unicórnios e muitas empresas exportando jogos eletrônicos, ganhadoras de vários prêmios. Por isso, acredita que seu papel na embaixada no Japão também é criar laços com as empresas referências mundiais no setor de video games, como Nintendo, Sony, Bandai Namcom, SEGA, Square Enix.

Guilherme Gondin Paulo e Rafael Leal, em painel na BIG. Foto: Divulgação
Programa de Diplomacia da Inovação

O Programa de Diplomacia da Inovação do Itamaraty foi criado em 2016 para promover o país como inovador, promover a internacionalização de empresas e fomentar uma rede de empresas para atrair investimentos em tecnologia.

Desde então, a participação em grandes eventos internacionais como Network Summits, Collision, Next Network de Startups Brasileiras é outro componente do programa. Os planos incluem participação em incubação cruzada com outros mercados, como Índia, África do Sul e Colômbia.

No ano passado, o Brazilian Game Week, promovido em conjunto com a APEX, envolveu embaixadas e consulados de mais de 20 países, oferecendo projeção internacional a tecnologia e videogames criados por brasileiros. Na edição desse ano, marcada para os dias 26 a 30 de setembro, são quase 30 representações diplomáticas com presença garantida  no evento.

Além disso, segundo o site do Itamaraty no programa de  diplomacia da inovação continua crescendo. Em 2021, foram 120 atividades, em 46 cidades, em 31 países, com a expectativa de impactar mais de 6 mil pesquisadores e empreendedores, como stands nas feiras de tecnologia: Viva Technology, (Paris); “The Next Web”, (Amsterdã); “Medica”, (Berlim); South Summit, (Madri); WebSummit (Lisboa), além da realização de missões de startups, bootcamps e programas de incubação cruzada.

O programa é mais amplo e abrange 55 SECTEC (Setores de Ciência, Tecnologia e Inovação) instalados em 55 embaixadas e consulados no mundo todo. A maioria deles (39) na Europa. A expectativa é que o Brasil possa, em breve, também ser conhecido como um país tecnológico.

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