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O presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concordaram, durante conversa telefônica nesta semana, em iniciar negociações para um Acordo de Parceria Econômica Abrangente (CEPA, na sigla em inglês) entre os Emirados e a União Europeia.

Durante o telefonema, o xeique Mohamed reafirmou a profundidade das relações entre os Emirados Árabes Unidos e a União Europeia, destacando o compromisso mútuo em fortalecer esses laços, especialmente na esfera econômica.

O presidente dos Emirados afirmou que a decisão de abrir negociações para o CEPA com a UE reflete a determinação conjunta de ampliar o potencial da cooperação e impulsionar os vínculos comerciais, econômicos e de investimento em apoio aos objetivos de desenvolvimento dos dois blocos. Ele acrescentou que, uma vez firmado, o acordo abrirá novas possibilidades de colaboração, aumentará os fluxos comerciais e de investimento, e fortalecerá as parcerias entre os setores empresariais das duas partes. Segundo ele, as relações entre Emirados e União Europeia se baseiam em uma visão comum de estabilidade, crescimento e prosperidade.

Por sua vez, Ursula von der Leyen destacou a solidez das relações entre os Emirados Árabes Unidos e a União Europeia, afirmando que o início das negociações para o CEPA representa um avanço rumo a uma fase mais dinâmica e sólida da cooperação econômica entre as duas partes.

O anúncio ocorre após a assinatura de uma Declaração Conjunta de Intenções pelo ministro de Estado do Comércio Exterior dos Emirados, Thani bin Ahmed Al Zeyoudi, e pelo comissário europeu para o Comércio, Valdis Dombrovskis, formalizando o início das negociações para o acordo.

A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial dos Emirados, respondendo por 8,3% do comércio total não petrolífero do país. Em 2024, o comércio não petrolífero entre os Emirados Árabes Unidos e a UE alcançou US$ 67,6 bilhões, um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior. Os Emirados também são o principal destino das exportações e parceiro de investimento da UE no Oriente Médio e Norte da África.

Ao reduzir tarifas, eliminar barreiras comerciais desnecessárias e ampliar o acesso a mercados para bens e serviços, o CEPA deve fomentar oportunidades em setores estratégicos como manufatura avançada, saúde, logística e inteligência artificial, entre outros.

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