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O Plenário aprovou nesta terça-feira (14) a indicação de quatro embaixadores para comandar representações brasileiras no exterior. Os diplomatas vão servir nas embaixadas de Austrália, Finlândia, Nova Zelândia e Tailândia. Outras nove mensagens que estavam na pauta devem ser votadas nesta quarta-feira (15).

A Constituição atribui ao Senado a função de analisar os nomes propostos pelo Poder Executivo para chefiar missões diplomáticas de caráter permanente. Os indicados aprovados nesta terça-feira já haviam passado por sabatinas na Comissão de Relações Exteriores (CRE). Conheça os aprovados:

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (14) a indicação de Alexandre Peña Ghisleni para exercer o cargo de embaixador do Brasil em Camberra, na Austrália. A aprovação da indicação, por 40 votos favoráveis e um contrário, será comunicada à Presidência da República.

Ghisleni vai acumular a vaga de embaixador na Austrália com as chefias das representações em Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Fiji, Nauru e Vanuatu.

Em sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE) em fevereiro, Ghisleni disse que pretende focar no fortalecimento das ações estratégicas já existentes para essas nações, que, segundo ele, são líderes em temas globais, como as mudanças climáticas.

A indicação do diplomata (MSF 3/2026) foi relatada pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE).

Ghisleni atuou na delegação permanente em Genebra, na Suíça (2000-2003), como conselheiro na embaixada em Washington, nos Estados Unidos (2001-2010), e como ministro conselheiro na embaixada em Havana, capital de Cuba (2011-2013). Atualmente, é diretor do Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços do Ministério das Relações Exteriores.

A Comunidade da Austrália é uma monarquia constitucional com sistema parlamentar de governo. O chefe de Estado é o rei Charles III, do Reino Unido, representado pela governadora-geral, Sam Mostyn. O chefe de governo é o primeiro-ministro Anthony Albanese. Atualmente, é a 14ª economia do mundo e grande exportadora mineral e agrícola.

O fluxo comercial entre os dois países é tradicionalmente deficitário para o Brasil, em razão da importação de carvão mineral e derivados. Em 2024, o intercâmbio comercial bilateral foi de cerca de US$ 2,1 bilhões, com as exportações brasileiras somando US$ 612,7 milhões e as importações, cerca de US$ 1,49 bilhão.

Os países mantêm acordos de cooperação bilateral nas áreas de educação e de ciência e tecnologia. Segundo o Itamaraty, há potencial para cooperação nas áreas de biocombustíveis e saúde. Estão em negociação tratados para evitar a dupla tributação e de auxílio jurídico em matéria penal, e acordos de cooperação e facilitação de investimentos e de previdência social. A Austrália apoia a candidatura brasileira a assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (14), a indicação do diplomata Haroldo de Macedo Ribeiro para o cargo de embaixador do Brasil na Finlândia (MSF 61/2025). A aprovação ocorreu de forma unânime, com 41 votos.

O nome de Haroldo Ribeiro já havia sido aprovado em sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE) em setembro de 2025, tendo o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) como relator.

Formado em direito e mestre em direito constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ribeiro ingressou no Itamaraty em 1992. Foi promovido a ministro de primeira classe em 2017. Já ocupou diversos cargos dentro do Itamaraty e atualmente chefia a embaixada brasileira na Polônia.

Pedro Murilo Ortega Terra será o novo embaixador do Brasil na Nova Zelândia. O Plenário do Senado aprovou a indicação, com 40 votos favoráveis e uma abstenção.

Terra acumulará o cargo de embaixador nas representações em Samoa, Tonga, Kiribati e Tuvalu.

O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) foi o relator da indicação (MSF 83/2025). Durante a sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE), o diplomata disse que vai buscar novos espaços de cooperação bilateral e diminuição de barreiras comerciais.

Diplomação

Terra ingressou na carreira diplomática em 1991. Ao longo de sua carreira no Itamaraty, exerceu funções de conselheiro na Embaixada do Brasil em Nova Delhi, na Índia, cônsul-geral adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Nova York, nos Estados Unidos, e cônsul-geral em Cantão, na China, além de postos de direção no Ministério das Relações Exteriores para Rússia, China e países da Ásia Central.

O Plenário confirmou nesta terça-feira (14) a indicação do embaixador André Odenbreit Carvalho para chefiar a missão brasileira na Tailândia. Ele também será o responsável pelas relações diplomáticas com o Laos. Foram 41 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. Com a aprovação do Senado, o diplomata está apto a ser nomeado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A indicação (MSF 63/2025) foi relatada pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

— O embaixador tem todas as qualificações e requisitos para representar o nosso país nos dois postos — reforçou o senador nesta terça-feira.

Durante a sabatina, Carvalho afirmou que pretende dar prioridade à expansão e diversificação da pauta comercial com esses países.  Segundo ele, mesmo as exportações agrícolas têm potencial de crescer.

Currículo

Ministro de primeira classe, André Odenbreit Carvalho será chefe de missão pela primeira vez. Antes, ele atuou em outras funções na Argentina, Rússia e Reino Unido e chefiou divisões do Itamaraty ligadas à política ambiental, mudança do clima e negociações comerciais multilaterais. Atualmente comanda o consulado-geral do Brasil em Miami, nos Estados Unidos, desde 2022.

Fonte: Agência Senado

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