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Dando continuidade à contribuição do Governo do Brasil na London Climate Action Week (LCAW), o secretário de Gestão do Sinapir, Clédisson Júnior e o secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos, Ronaldo dos Santos, participaram, nessa quarta-feira (24), de agendas voltadas à adaptação climática em áreas urbanas e à proteção dos territórios de povos e comunidades tradicionais. 

No SmartCities World Summit, o secretário Clédisson Júnior participou das discussões sobre soluções para cidades mais resilientes diante da crise climática, com foco em planejamento urbano, uso de dados e inovação tecnológica. Ele destacou, ainda, o papel dos dados na formulação de políticas públicas voltadas aos territórios. 

“Dados são parte essencial para implementação e aprimoramento de qualquer política pública e devem ser utilizados em prol da autonomia dos territórios e de suas populações”, afirmou. 

O secretário também apontou que os efeitos das mudanças climáticas não atingem a população de forma homogênea, sendo mais intensos em territórios vulnerabilizados. 

“Para nós, do Ministério da Igualdade Racial, a cidade do futuro não se define apenas pelo uso de tecnologias, mas pela forma como essas tecnologias são aplicadas para proteger quem historicamente foi deixado para depois”, disse. 

Já na Prince Philip House, Ronaldo dos Santos participou de debate sobre a proteção de territórios de povos indígenas e comunidades tradicionais no âmbito do Compromisso Intergovernamental sobre a Posse da Terra (ILTC, na sigla em inglês). O encontro reuniu lideranças internacionais para discutir estratégias de garantia de direitos fundiários e enfrentamento de ameaças a esses territórios. 

Durante a discussão, o secretário Ronaldo destacou a necessidade de que o debate climático global incorpore a dimensão racial e reconheça os direitos dos povos e comunidades tradicionais. 

“Nosso papel é garantir que o debate climático global esteja inserido em um contexto de concordância com o debate racial, pois não haverá justiça climática sem justiça racial no centro dos diálogos”, defendeu. 

Ronaldo dos Santos também ressaltou a importância da presença brasileira nesses espaços internacionais de formulação de políticas climáticas. 

“A participação do Ministério da Igualdade Racial contribuiu para que o Brasil apresente essas discussões a partir da perspectiva da igualdade racial, incluindo diretamente as populações quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais”, explicou. 

Compromisso Intergovernamental sobre a Posse da Terra (ILTC) – Iniciativa internacional voltada ao fortalecimento dos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais em países com florestas tropicais. O acordo busca reconhecer o papel dessas populações na conservação da biodiversidade e no enfrentamento da crise climática. 

Fonte: MIR

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