Getting your Trinity Audio player ready...

“Para os empresários brasileiros, instalar unidades fabris no Paraguai, sob o regime Maquila, significa redução drástica em seus custos de produção. Tornam-se competitivos e com abertura de exportação dos seus produtos para vários países do mundo.”, na avaliação do presidente da Câmara de Comércio Brasil Paraguai (CCBP), Mauro Blumenthal Silka.

Em entrevista exclusiva ao Diplomacia Business, Mauro Silka fala também sobre a entidade que preside, voltada a estimular as relações comerciais entre Brasil e Paraguai. “Está atualizada em tudo o que se refere ao Regime Maquila (do governo paraguaio) e demais mecanismos de incentivo para a instalação de indústrias no Paraguai”, explica.

Segundo Mauro Silka, no dia 24 de junho próximo, empresários paraguaios, liderados pelo ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Luis Alberto Castiglioni, estarão reunidos para um café da manhã de trabalho, na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba. O objetivo é buscar estabelecer um networking com congêneres brasileiras para a criação de ambiente de negócios. Segue a entrevista do presidente da CCBP, Mauro Blumenthal Silka:

Diplomacia Business – Quando nasceu a Câmara de Comércio Paraguai-Brasil? Onde a instituição funciona? Qual balanço o sr. faz desses anos de existência da Câmara?

Presidente da Câmara de Comércio Brasil Paraguai (CCBP), Mauro Blumenthal Silka – A Câmara de Comércio Brasil Paraguai foi criada no dia 23 de março de 2010 por um grupo de empresários e consultores brasileiros que viam no Paraguai uma alternativa bastante atraente para movimentar o setor industrial nacional, atraídos pelas características e incentivos do Regime Maquila.

Qual a importância da Câmara para os empresários e a economia dos dois países? Quantas empresas e pessoas estão vinculadas à instituição?

Mauro Blumenthal Silka – Para os empresários brasileiros, instalar unidades fabris no Paraguai, sob o regime Maquila, tem significado uma redução drástica em seus custos de produção. Tornam-se competitivos no mercado interno e seus produtos ganham abertura de exportação para vários países do mundo.

A Câmara de Comércio Brasil Paraguai tem atendido empresas do Brasil inteiro, via telefone e internet e, aqui no Paraná, mantém laços de cooperação com entidades como a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Associação Comercial do Paraná (ACP), Sebrae, Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Fecomércio, Instituto de Relações Internacionais do Paraná (IRIP) e Conselho de Negócios e Relações Internacionais (Coninter), entre outras.

Quais são as prioridades da Câmara para este ano?

Mauro Blumenthal Silka – Estamos passando por um momento de revitalização com a abertura das fronteiras entre os dois países após o rigor da pandemia da Covid 19. Nossa prioridade principal está concentrada no atendimento a indústrias e empresas brasileiras que desejam conhecer o Regime Maquila para uma possível instalação de unidades no Paraguai. Porém, temos tido uma quantidade de consultas de empresas paraguaias que desejam importar produtos e matérias primas do Brasil em substituição aos mercados como China, Índia, etc.

A propósito, no dia 24 de junho próximo, estaremos recebendo para um café da manhã de trabalho, na sede da ACP. Será uma delegação de empresários paraguaios, liderados pelo ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Luis Alberto Castiglioni, que buscará estabelecer um networking com congêneres brasileiras para a criação de ambiente de negócios. A proposta do governo paraguaio é que tanto no Brasil quanto no Paraguai, tenhamos mais aproveitamento da nossa vizinhança e passemos a intensificar o comércio entre os dois países, fazendo decrescer o que atualmente é comprado da Ásia.

O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Anderson Torres, apresentou a autoridades do Paraguai um plano para intensificar o combate ao crime organizado na América do Sul. O plano foi apresentado recentemente em Assunção. Como o sr. vê essa iniciativa?

Mauro Blumenthal Silka – Não tenho conhecimento específico do teor ou ações pretendidos por este plano, mas como cidadão e presidente da Câmara que une nossos dois países, sinto-me bastante entusiasmado com esta iniciativa de ações bilaterais de combate ao crime organizado, já que a pretensão de ambas as nações é a maturidade social e econômica, não comportando ou podendo conviver com a impunidade e a insegurança. Nossa entidade apoia integralmente esta proposta.

Compartilhar.
Translate »