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O governo do Paquistão confirmou na sexta-feira (10) que chegou a um entendimento de cessar-fogo com a Índia, após uma série de confrontos armados que incluíram o disparo de mísseis BrahMos e ataques com drones letais. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a escalada foi desencadeada por ações “não provocadas e ilegais” por parte da Índia, que teriam forçado o Paquistão a reagir em legítima defesa, com base no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas.
Em resposta, o Paquistão lançou a operação militar “Bunyan-ul-Marsoos” nas primeiras horas desta sexta. O governo paquistanês acusa a Índia de realizar múltiplos ataques entre os dias 7 e 10 de maio, que teriam deixado mortos e feridos entre civis — incluindo mulheres, crianças e idosos — além de causar destruição em locais de culto e infraestrutura civil.
Islamabad também denunciou a violação de seu espaço aéreo por mísseis e drones armados, além do envio de novas ondas de drones sobre todo o território paquistanês, inclusive a capital federal. De acordo com as autoridades, esses ataques visaram alvos civis e militares, intensificando o sentimento de insegurança da população e aumentando a pressão por uma resposta enérgica do Estado.
Apesar das provocações, o Paquistão afirma ter adotado uma postura “contida e proporcional”. A retaliação, segundo nota oficial, foi cuidadosamente direcionada a instalações indianas ligadas à agressão inicial, incluindo bases aéreas de onde teriam partido os mísseis que atingiram alvos paquistaneses. O governo diz ter compartilhado provas com a comunidade internacional.
O Ministério das Relações Exteriores alerta que a recente escalada entre duas potências nucleares representa uma séria ameaça à estabilidade do sul da Ásia e pede à comunidade internacional uma análise mais profunda das raízes do conflito — especialmente a disputa não resolvida sobre Jammu e Caxemira, que o Paquistão considera o cerne da instabilidade regional.
Segundo Islamabad, a repressão indiana à população caxemira e a associação indevida de sua luta por autodeterminação ao terrorismo têm agravado as tensões. O comunicado também critica o que considera uma campanha híbrida por parte da Índia, que incluiria a promoção de terrorismo por meio de intermediários e esforços para manter o Paquistão sob constante pressão interna.
O governo paquistanês expressou disposição para retomar o diálogo com a Índia e resolver todas as pendências — incluindo Jammu e Caxemira — por vias pacíficas e diplomáticas. Também pediu que a comunidade internacional se oponha ao uso da retórica antiterrorista como pretexto para ações militares e violações de tratados, como o das Águas do Indo.
Por fim, o Paquistão reiterou seu compromisso com a defesa da soberania nacional e alertou que qualquer escalada adicional entre os dois países teria consequências catastróficas para toda a região e além. “O caminho da confrontação nuclear é inconcebível. A paz e a estabilidade regional devem prevalecer”, concluiu o comunicado.
Fonte: Enviado pela Embaixada do Paquistão no Brasil.


