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Na mensagem aos diplomatas presentes, que representam mais de 180 países, Francisco recordou que o objetivo da diplomacia é “ajudar a deixar de lado os dissabores da convivência humana, favorecer a concórdia e experimentar como, superando as areias movediças da conflitualidade, podemos redescobrir o sentido da unidade profunda da realidade”.
Destacou ainda que “A diplomacia multilateral é chamada a ser verdadeiramente inclusiva, não eliminando, mas valorizando as diversidades e as sensibilidades históricas que caracterizam os vários povos. Recuperará, assim, credibilidade e eficácia para enfrentar os próximos desafios, que exigem que a humanidade se reúna como uma grande família”.
Falando na Sala das Bênçãos do Palácio Apostólico, Francisco atribuiu a “crise de confiança” na diplomacia à “reduzida credibilidade dos sistemas sociais, governamentais e intergovernamentais”.
“Este desequilíbrio, que hoje se tornou dramaticamente evidente, gera insatisfação para com os organismos internacionais por parte de muitos Estados e enfraquece no seu todo o sistema multilateral, tornando-o cada vez menos eficaz para enfrentar os desafios globais”, acrescentou.
Vacinas, migração e mudança climática
Ademais, o Papa pediu que prossiga o esforço para imunizar o máximo possível a população mundial, não obstante a desigualdade no acesso às vacinas. Estas, afirmou, são “a solução mais razoável para a prevenção do coronavírus” e que é preciso deixar de lado as “fake news” e o embate ideológico sobre o tema.
Ao falar do drama da migração, ressaltou a necessidade de vencer a indiferença. “Não se pode entrincheirar atrás de muros e arame farpado a pretexto de defender a segurança ou um estilo de vida.” Fez menção específica ao “êxodo de refugiados sírios, afegãos e os inúmeros latino-americanos, sobretudo haitianos”.
Por fim, Francisco apelou por uma consciência ecológica. “O cuidado da nossa Casa Comum constitui o terceiro desafio planetário. Diante de uma contínua e indiscriminada exploração dos recursos, é preciso encontrar soluções comuns e colocá-las em prática”, asseverou. Para ele, a timidez demonstrada na COP26 deve ser superada na COP27, prevista para novembro próximo no Egito.
* Com informações de Vatican News.


