|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Em um momento decisivo para a segurança euro-atlântica, os Ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reuniram-se nesta semana em Bruxelas e concordaram com um novo conjunto ambicioso de metas de capacidade militar. A medida visa fortalecer a prontidão da Aliança para enfrentar ameaças emergentes e garantir a proteção de seus mais de um bilhão de cidadãos.
Durante a coletiva de imprensa que encerrou o encontro, o novo Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, destacou a importância estratégica das metas acordadas: “Esses alvos descrevem exatamente em quais capacidades os Aliados precisam investir nos próximos anos para manter nossa dissuasão e defesa fortes e nossos bilhões de pessoas seguras”.
As novas metas servirão de base para um plano de investimento em defesa que será apresentado na próxima Cúpula da OTAN, marcada para ocorrer em Haia. O plano propõe que os países membros invistam até 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, sendo 3,5% destinados a gastos básicos com defesa e 1,5% a investimentos em infraestrutura e resiliência relacionados à segurança.
Além da pauta de investimentos, o Conselho OTAN-Ucrânia também se reuniu com a presença do Ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, e da Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas. Os ministros reforçaram o compromisso contínuo da Aliança com a soberania ucraniana diante da agressão russa.
Rutte afirmou que os países da OTAN prometeram mais de 20 bilhões de euros em assistência adicional à segurança da Ucrânia apenas em 2025. Ele também ressaltou o valor do apoio reforçado anunciado na véspera, durante a reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia.
A agenda da cúpula foi concluída com a reunião do Grupo de Planejamento Nuclear da OTAN. Nela, os Aliados reafirmaram o papel central da dissuasão nuclear na estratégia de defesa da Aliança. “A dissuasão nuclear continua sendo a pedra angular da segurança da Aliança”, declarou Rutte. “Garantiremos que a capacidade nuclear da OTAN permaneça forte e eficaz, a fim de preservar a paz, prevenir a coerção e dissuadir agressões.”
A reunião em Bruxelas marca um passo significativo rumo a uma OTAN mais robusta e adaptada aos desafios contemporâneos, reafirmando tanto sua capacidade de defesa coletiva quanto seu compromisso com parceiros estratégicos como a Ucrânia.


