Getting your Trinity Audio player ready...

Principal instância decisória da Organização Mundial do Comércio (OMC), a Conferência Ministerial fará sua primeira reunião desde o início da pandemia. Será a 12ª conferência desde a criação da OMC e a primeira na nova administração dos Estados Unidos. A última conferência foi em 2017, em Buenos Aires, na Argentina.

A reunião deste ano reúne os 164 membros da Organização. Ao final, será publicada uma declaração com os resultados alcançados. Há possibilidade de que novas regras para disciplinar o comércio internacional sejam criadas. Também há expectativa de avançar a discussão sobre a modernização da OMC.

A Conferência Ministerial, realizada em Genebra, na Suíça, iniciou dia 12 e vai até 15 de junho, debatendo uma série de temas, desde o alinhamento das regras do comércio com os parâmetros de sustentabilidade até o destravamento do Sistema de Solução de Controvérsias. O encontro deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiado duas vezes por causa da pandemia causada pela Covid-19.

Segundo o Itamaraty, na primeira sessão, sobre desafios ao Sistema Multilateral de Comércio, o Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Fernando Simas Magalhães, reiterou o compromisso do Brasil com o sistema multilateral de comércio e com o Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC.

O Brasil está pronto para iniciar as discussões sobre a eliminação de subsídios agrícolas prejudiciais ao meio ambiente e sobre padrões comuns de sustentabilidade para produtos agrícolas. Participante ativo desde o início das discussões sobre o tema, o Brasil vai agora intensificar sua contribuição para o debate sobre o papel do comércio livre, aberto e não discriminatório na promoção dos objetivos de desenvolvimento sustentável”, diz a nota divulgada nas redes sociais do MRE.

Já o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto Franco França, defendeu um pacote de segurança alimentar e a reforma do sistema de solução de controvérsias, um tema recorrente na OMC. Em sua fala, destacou o “compromisso inabalável” do Brasil com a OMC e o sistema de comércio multilateral. “Precisamos de um pacote de segurança alimentar com resultados de curto e longo prazos; ajudando a estabilizar mercados de alimentos agora e estabelecendo mandatos para a reforma da agricultura na próxima reunião ministerial”, afirmou França.

Comércio e sustentabilidade

Exista a expectativa de que ao final da 12ª Conferência Ministerial seja celebrado um acordo para reduzir subsídios à pesca que causam impacto sobre a produção e o estoque globais. Também deve ser definido o plano de trabalho para reduzir a poluição causada por plásticos.

Outro tema premente é o avanço das discussões sobre acordos em negociação sobre investimentos internacionais e comércio eletrônico.

No que se refere aos subsídios agrícolas, espera-se uma redução em 50% do montante do apoio doméstico permitido, por meio de uma decisão pactuada entre os membros da OMC. O último resultado concreto nas negociações agrícolas foi a decisão de eliminação completa dos subsídios agrícolas às exportações, que ocorreu na 10ª Conferência, em Nairóbi, no Quênia, no ano de 2015.

Consulta feita pela CNI com mais de 100 empresas de 12 setores mostra que 70% delas entendem que a facilitação da participação direta de fornecedores estrangeiros nas licitações nacionais causará “alto” ou “médio” impacto no mercado.

* Agência de Itamaraty e Agência de Notícias da Indústria.

Compartilhar.
Translate »