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O processo para eleger o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) começou oficialmente, com o convite para que os Estados-membros indiquem candidatos para assumir o cargo a partir de 1º de janeiro de 2027.
Em carta conjunta, o Conselho de Segurança, composto por 15 membros, e o presidente da Assembleia Geral, que reúne 193 países, convidaram as indicações, marcando o início da corrida para escolher quem substituirá António Guterres como chefe administrativo da organização.
“Observando com pesar que nenhuma mulher jamais ocupou o cargo de secretária-geral e convictos da necessidade de garantir igualdade de oportunidades para mulheres e homens no acesso a postos de alto nível de tomada de decisão, os Estados-membros são incentivados a considerar seriamente a indicação de mulheres como candidatas”, diz o texto. “Ressaltamos a importância da diversidade regional na escolha dos secretários-gerais.”
O Conselho de Segurança deverá recomendar formalmente um nome à Assembleia Geral para eleição do 10º secretário-geral da ONU no ano que vem.
Entre os candidatos que já anunciam publicamente intenção de concorrer estão a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan e o diplomata argentino Rafael Grossi.
Na prática, porém, a escolha depende do consenso entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que têm poder de veto: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, China e França.


