Getting your Trinity Audio player ready...

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (20) uma resolução que pede a todos os Estados-membros que combatam a negação do Holocausto e do antissemitismo, especialmente nas redes sociais. A decisão é especialmente significativa pois foi tomada no dia em que se completam 80 anos da Conferência de Wansee, quando líderes nazistas se reuniram em Berlim para planejar o assassinato sistemático de até 11 milhões de judeus na Europa.

O texto apresentado à Assembleia Geral foi proposto em conjunto por Israel e Alemanha, recebendo apoio quase unânime dos países que integram as Nações Unidas.

Holocausto é a denominação comum ao genocídio de seis milhões de judeus entre 1939 e 1945, promovido por nazistas, simpatizantes e aliados. A resolução “rejeita e condena sem reservas qualquer negação do Holocausto como acontecimento histórico, seja total ou parcialmente”.

Os ministros das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, e da Alemanha, Annalena Baerbock, divulgaram declaração conjunta onde destacam que a negação do Holocausto é um tema em torno do qual a comunidade internacional está unida e fala de forma uníssona. “Comprometemo-nos a manter viva a memória das vítimas e a garantir que os horrores do passado nunca mais se repitam”, destacaram.

O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, fez elogios à “resolução histórica”, defendendo que a resolução “oferece pela primeira vez uma definição clara da negação do Holocausto, pede que os países tomem medidas no combate ao antissemitismo, e apela aos gigantes da internet (Facebook, Twitter, Instagram, etc.) que lutem contra o conteúdo de ódio nas redes sociais, especifica a declaração israelense.

* Com informações das agências.

Compartilhar.
Translate »