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A Organização da Cooperação Islâmica (OIC) aprovou, no sábado (10), duas resoluções durante a 22ª Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros das Relações Exteriores, realizada em Jeddah, na Arábia Saudita, condenando o reconhecimento, por Israel, da chamada “Somaliland” como Estado independente e reiterando críticas à ofensiva israelense contra o povo palestino.
Na Resolução nº 1, o bloco classificou a decisão israelense, anunciada em 26 de dezembro de 2025, como uma violação grave do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania e integridade territorial da República Federal da Somália. A OIC reafirmou que a região de “Somaliland” é parte integrante do território somali e rejeitou qualquer tentativa de secessão ou reconhecimento externo.
O Conselho também condenou a visita de uma autoridade israelense à região em 6 de janeiro de 2026, rejeitou qualquer presença militar ou de segurança estrangeira sem autorização do governo somali e alertou para os riscos à paz e à segurança no Chifre da África e no Mar Vermelho. A organização anunciou que irá coordenar ações diplomáticas na ONU, incluindo a apresentação de um projeto de resolução na Assembleia Geral.
Na Resolução nº 2, a OIC voltou a condenar a agressão contínua de Israel contra os palestinos, denunciando violações do cessar-fogo em Gaza, a expansão de assentamentos, a anexação de territórios e políticas de deslocamento forçado. O texto reafirma o direito do povo palestino à autodeterminação e à criação de um Estado independente nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital.
As resoluções reforçam a posição da OIC em defesa da soberania dos Estados, do respeito ao direito internacional e da centralidade da causa palestina no cenário internacional.
*Com informações da OIC.


