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Nesta terça-feira, 25, o conselho de ministros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aprovou o início do processo de entrada do Brasil e de outros cinco países (Argentina, Peru, Croácia, Bulgária e Romênia).

“Isso segue uma deliberação cuidadosa dos membros da OCDE com base em sua estrutura baseada em evidências para consideração de possíveis membros e o progresso feito pelos seis países desde seus primeiros pedidos de adesão à OCDE”, diz o comunicado oficial da entidade.

Desde 2017 o governo brasileiro aguarda a resposta do pedido formal de adesão à OCDE. Considerado um “clube dos países ricos”, os membros da organismo multilateral subscrevem a um conjunto de boas práticas para o funcionamento de seus governos e economias.

Em nota oficial, o Itamaraty destaca que “A acessão à OCDE implicará esforço coordenado dos três poderes, do setor privado e da sociedade civil. A interlocução do Brasil com o secretariado e com os países membros da OCDE passa para nova fase de negociações, com impactos nas relações bilaterais e multilaterais do País”.

Diz ainda que “O governo brasileiro está pronto para trabalhar nesse objetivo histórico com sentido de urgência, em prol da melhoria na qualidade de vida de todos os brasileiros. O Itamaraty atuará no sentido de fazer esta ampla força tarefa avançar com sinergia e determinação”.

Em cerimônia no Palácio no Planalto após o anúncio, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, explicou que será criada uma equipe de negociadores no Itamaraty que coordenará o processo de entrada do Brasil na OCDE.

O processo de aceitação é demorado e pode levar de três a cinco anos. Contudo, entre os atuais postulantes é o mais avançado, pois já aderiu a 103 de 215 instrumentos da organização. Isso pode acelerar a conclusão dos trâmites.

Fundada em 1961, a OCDE é atualmente composta por 35 países que tem como objetivo principal promover melhorias em bem-estar econômico e social ao redor do mundo. O organismo visa a coordenação de políticas e a promoção de padrões convergentes entre os membros em diversas questões, como econômicas, financeiras, comerciais, sociais e ambientais.

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