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União Europeia deverá criar uma “estratégia de diplomacia esportiva”

A União Europeia (UE) deverá criar uma “estratégia de diplomacia desportiva” que seja capaz de “exprimir os valores” europeus, aponta o relatório final do projeto “Towards an EU Sport Diplomacy” (Por uma Diplomacia Esportiva na UE). A iniciativa, que reuniu universidades de seis países europeus foi financiado pelo programa Erasmus +, doa União Europeia. O

Redação Diplomacia Business

08/01/2022 · 07h40

Reprodução/Diplomacia Business

A União Europeia (UE) deverá criar uma “estratégia de diplomacia desportiva” que seja capaz de “exprimir os valores” europeus, aponta o relatório final do projeto “Towards an EU Sport Diplomacy” (Por uma Diplomacia Esportiva na UE).

A iniciativa, que reuniu universidades de seis países europeus foi financiado pelo programa Erasmus +, doa União Europeia. O tema é uma preocupação da Comissão Europeia desde 2016, que agora busca oferecer a “orientação estratégica” para os próximos anos.

O documento elenca 16 recomendações às instituições europeias, priorizando a implementação de um modelo em rede “baseado em valores deve ser considerado, com uma vasta rede de atores públicos e privados envolvidos sobretudo em ações pessoa-a-pessoa e no esporte de formação”.

A UE enxerga potencial na diplomacia desportiva para “complementar e acrescentar valor aos projetos já estabelecidos, ou que vão surgir, nos vários países-membros”, que apresentam já “muitas ligações valiosas, a nível social, político e econômico”, partilhando “muitos valores, interesses temáticos e prioridades geográficas”.

Entende-se que essa forma de diplomacia pode integrar-se a ação de pautas como direitos humanos e relações internacionais, visando uma maior integração com o portfólio global de diplomacia.

A elaboração do projeto reuniu instituições de ensino superior e pesquisa de Reino Unido, França, Holanda, Espanha, Croácia, Bélgica e Macedônia do Norte.

O relatório final analisa casos de sucesso em diplomacia esportiva nos Estados Unidos, na Austrália, na China e no Catar, sugerindo que a UE adote uma “abordagem estratégica”, uma vez que o esporte “pode amplificar mensagens diplomáticas essenciais para a UE e ajudar a forjar melhores relações diplomáticas com outros países”.

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