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União Europeia deve criar força militar de intervenção rápida até 2025

Bloco europeu terá pelotão de até 5.000 soldados para agir em situações de emergência, como a pressão migratória

Redação Diplomacia Business

18/11/2021 · 07h09

six fighter jets
Reprodução/Diplomacia Business

Os Ministros da Defesa dos 27 países da União Europeia (UE) começaram a trabalhar esta semana para colocar em prática a proposta do seu Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrell, de criar forças que permitam uma resposta mais “rápida, decisiva e robusta” no continente em situações de crise.

Chamada de “iniciativa estrela”, essa força militar é parte da nova estratégia de Defesa do bloco, denominada “bússola estratégica” e que visa fortalecer a capacidade militar continental para aumentar sua resistência às ameaças, administrar gastos militares e desenvolver alianças de segurança com terceiros.

Estes grupos de resposta rápida, segundo Borrell, servirão para responder a ataques híbridos, como a atual situação migratória em Belarus, que têm causado problemas na região de fronteira com a Polônia.

A força militar conjunta deve estar consolidade até 2025 e não dependeria da ajuda financeira nem de tropas dos Estados Unidos que estão em solo europeu, como vinha acontecendo ao longo das últimas décadas. Desde a oficializaçaõ do bloco, na virada do século, que se cogita a possibilidade de uma força militar conjunta, mas até agora as tratativas não haviam avançado.

A “Capacidade de Mobilização Rápida” da UE terá componentes terrestres, marítimos e aéreos que poderiam ser acrescentados e retirados de qualquer força permanente, dependendo da crise, explica o documento de 28 páginas datado de 9 de novembro que acabou vazando para a imprensa.

Ministros das Relações Exteriores e da Defesa da UE debateram os termos desse plano segunda e terça-feira em Bruxelas, e devem publicar a versão final do documento até março do ano que vem.

Borrell concedeu entrevista coletiva e explicou que o foco são militares treinados para enfrentar situações de crise. “O objetivo é ter módulos especializados em tipos de missões diferentes”, argumentou, deixando claro que, em nenhum caso, essa força multinacional rivalizará com os esforços militares da OTAN.

A Eslovênia, que preside atualmente a UE, disse aos repórteres que os governos reagiram de forma positiva, mas enfatizou que há desavenças tradicionais entre alguns países do bloco com a Rússia e aqueles que se preocupam mais com ataques terroristas e situações de instabilidade na porção sul do continente.

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