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Diplomacia Business

Suécia: primeiro-ministro renuncia e novo governo será formado após eleições em novembro

A atual ministra das Finanças, Magdalena Andersson, deve ser eleita primeira-ministra nas eleições em novembro

Jarbas Aragão

25/10/2021 · 07h12

Reprodução/Diplomacia Business

O primeiro-ministro sueco Stefan Löfven, líder do governo social-democrata aliado aos Verdes que liderava o país desde 2014, caiu em agosto, optou por renunciar para tentar formar um novo governo. É a primeira vez que isso acontece na história do país.

Em junho, ele recebeu uma “moção de desconfiança”, também chamado de “votos de censura”, opção política adotados em alguns países parlamentaristas — caso da Suécia — quando a maioria do Parlamento entende que o governo em vigor não tem mais apoio da maioria dos congressistas. Um dos principais motivos para isso foi a decisão de permitir que o coronavírus circulasse livremente pelo país, que tem os piores números da pandemia entre seus vizinhos nórdicos.

Ele conseguiu reverter, mas depois de alguns meses a situação tornou-se insustentábel. Sua saída abriu espaço para negociações interpartidárias lideradas pelo Presidente do Parlamento, Andreas Norlén, que convocou eleições extraordinárias para novembro, sendo as primeiras do tipo desde 1958.

A crise política está instalada devido à falta de vontade dos partidos suecos em negociar o retorno ao bloco de direita dos liberais que, aliados aos os centristas, haviam fechado um pacto em 2019 que permitia a Löfven governar.

A Suécia vivem situação semelhante em setembro de 2018, quando começaram negociações que duraram quase quatro meses e terminaram em um pacto que encerrou a política do bloco.

“Um ano após as eleições e em meio a uma pandemia, eleições extraordinárias não são as melhores para a Suécia. Pedi sua renúncia como primeiro-ministro”, anunciou Löfven em entrevista coletiva, chamando a situação política e parlamentar de “muito difícil ”

A Constituição sueca afirma que deve haver eleições a cada quatro anos, mas eleições extraordinárias podem ser convocadas no meio desse período.

“Minha estimativa é que os suecos não querem uma eleição extraordinária agora. Eles esperam que os políticos possam resolver esse tipo de situação”, disse Löfven.

“Espero que seja resolvido o mais rápido possível”, afimrou Jimmie Åkesson, líder dos Democratas Suecos de direita (SD), que conta com 62 deputados, enquanto são 70 conservadores e 100 social-democratas.

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