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Programa Alimentar o Futuro dos EUA se expande para oito países africanos

Justine Konde queria remover pragas de sua pequena propriedade rural na República Democrática do Congo (RDC), especialmente a incômoda lagarta-do-cartucho que danifica suas plantações. Ela aprendeu sobre o controle eficaz de pragas em uma escola de campo para agricultores organizada pelo programa do governo americano Alimentar o Futuro, visando combater a pobreza e a fome

Redação Diplomacia Business

29/08/2022 · 06h19

Zakaria Mwaisakam (à direita), agrônomo da Mboga na Matunda, capacita a extensionista do governo local Salome Ulimboka sobre métodos de fertilização de plantas na Tanzânia. O país é uma das oito nações africanas incluídas na iniciativa Alimentar o Futuro (© Likati Thomas/ Mboga na Matunda da Alimentar o Futuro Tanzânia)

Justine Konde queria remover pragas de sua pequena propriedade rural na República Democrática do Congo (RDC), especialmente a incômoda lagarta-do-cartucho que danifica suas plantações.

Ela aprendeu sobre o controle eficaz de pragas em uma escola de campo para agricultores organizada pelo programa do governo americano Alimentar o Futuro, visando combater a pobreza e a fome globais.

Tendo aprendido a controlar pragas e preservar fertilizantes, Justine aumentou o tamanho de sua propriedade rural de 0,4 hectare para 6,9 hectares. A escola já trabalhou com 6 mil agricultores na RDC desde 2021. Os instrutores trabalham com líderes comunitários, como chefes de aldeias, que incentivam agricultores locais a participar.

“Meu papel agora é espalhar a informação entre outros agricultores da minha aldeia”, disse ela, “para nos unirmos em conhecimento”.

Adicionando oito novos países-alvo

A Alimentar o Futuro, iniciativa interagências liderada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), recentemente adicionou a RDC e sete outros países africanos à sua lista de “países-alvo” nos quais os EUA adotam uma abordagem coordenada. O objetivo é abordar as causas profundas da pobreza, da fome e da desnutrição.

Além da RDC, outras nações recentemente adicionadas à lista são Libéria, Madagascar, Malawi, Moçambique, Ruanda, Tanzânia e Zâmbia.

“Os Estados Unidos estão no local apoiando países africanos nesta crise sem precedentes, porque é isso que parceiros fazem uns pelos outros*”, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, durante um discurso em 8 de agosto na África do Sul.

Trabalhando com grupos locais

A Alimentar o Futuro trabalha com governos locais e organizações agrícolas para ajudar os agricultores a expandir sua produção e manter níveis mais altos de produtividade.

Entre as prioridades do programa estão:

• Reduzir a fome entre mulheres e crianças.

• Desenvolver parcerias com o setor privado.

• Expandir o uso de tecnologias que beneficiam as comunidades.

O programa Alimentar o Futuro complementa o Programa de Desenvolvimento Abrangente da Agricultura da África** da própria União Africana, no qual os governos africanos concordam em alocar pelo menos 10% dos orçamentos nacionais para a agricultura e o desenvolvimento rural.

Em junho, o presidente Biden anunciou US$ 2,76 bilhões em financiamento dos EUA visando ajudar a proteger as populações mais vulneráveis ​​do mundo e mitigar os impactos da crescente insegurança alimentar e desnutrição.

“Nossos colegas africanos deixaram claro que, além da ajuda emergencial e humanitária, o que eles realmente querem é mais investimento em resiliência agrícola, inovação e autossuficiência”, disse Blinken. “Estamos respondendo a esses apelos.”

* Com informações de Share America.

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