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Os mares culturais do Bahrein

O Bahrein construiu sua identidade cultural a partir do encontro entre o mar, o comércio e múltiplas influências históricas, refletidas em uma produção artística diversa e socialmente engajada. Nas artes visuais, destaca-se como pioneiro no Golfo na criação de museus e espaços expositivos. Rashid Al Khalifa é reconhecido por sua linguagem abstrata e pelo uso

Elna Souza

16/12/2025 · 05h00

Reprodução/Diplomacia Business

O Bahrein construiu sua identidade cultural a partir do encontro entre o mar, o comércio e múltiplas influências históricas, refletidas em uma produção artística diversa e socialmente engajada.

Nas artes visuais, destaca-se como pioneiro no Golfo na criação de museus e espaços expositivos. Rashid Al Khalifa é reconhecido por sua linguagem abstrata e pelo uso de luz e arquitetura; Abdulkarim Al-Orrayed consolidou uma obra ligada à paisagem, à memória e à identidade nacional; e Balqees Fakhro representa uma vertente contemporânea sensível, marcada por símbolos culturais e emoções humanas.

A literatura bahreinita tem caráter crítico e reflexivo. Amin Saleh explora a complexidade psicológica em romances e roteiros, Abdulnabi Al Shoala ocupa lugar central na poesia, transitando entre o clássico e o moderno, e Ali Al-Sharqawi destaca-se por uma produção literária e poética profundamente conectada às questões sociais, à identidade cultural e à consciência histórica do Bahrein.

Na música, o legado marítimo é fundamental. Os cantos ligados à pesca e às pérolas moldaram a tradição sonora do país. Mohammed bin Faris é referência histórica, Ahmed Al-Jumairi projetou a canção bahreinita no mundo árabe e a cantora Hind simboliza a modernização musical contemporânea.

Ao equilibrar tradição e inovação, o Bahrein afirma a cultura como eixo de sua identidade nacional e de seu diálogo com o mundo.

*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

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