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Embaixador do Brasil em Portugal defende utilização de hidrogênio verde em vez de petróleo e carvão

O hidrogênio verde é a matéria-prima energética que provavelmente substituirá o petróleo e o gás natural até 2050

Redação Diplomacia Business

19/04/2022 · 07h11

embaixador Raimundo Carreiro Silva
Brasília – O presidente do TCU, Raimundo Carreiro, durante lançamento da Cartilha para Conselheiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar, na Comissão de Educação do Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O embaixador do Brasil, Raimundo Carreiro Silva, defendeu esta segunda-feira (18), em Portugal, que o hidrogênio verde é a melhor ferramenta para substituir a utilização de petróleo e carvão, considerando que o barril de petróleo será substituído até 2050 pelo barril de hidrogênio.

“Temos de reduzir a dependência do petróleo e carvão e reduzir o aquecimento global, e o hidrogênio verde é a solução”, disse Raimundo Carreiro Silva na abertura do fórum ‘Os Desafios do Desenvolvimento – O Futuro da Relação Estatal’, que decorre até quinta-feira em Lisboa.

“Não é possível substituir na totalidade o carvão e o petróleo pela eletricidade” e por isso considera que a solução passa pelo uso de hidrogênio verde, que, no entender do embaixador, “é uma grande oportunidade para firmar ainda mais as parcerias e a integração entre Portugal e o Brasil através da [sua] produção e exportação”.

Considera ainda que a matéria-prima energética substituirá até 2050 o petróleo e o gás natural. Para Raimundo Carreiro Silva, os maiores grupos energéticos dos dois países terão um papel importante na transição energética.

“Os grupos empresariais de energia em Portugal, com destaque para a EDP e a Galp, podem ser grandes produtores de h2b no Brasil, aproveitando o maior potencial de energia eólica e solar, tanto para procura interna, como para exportação para o promissor mercado da União Europeia, rompendo as amarras com o oligopólio do petróleo e do gás”, disse.

O presidente do Conselho Diretivo do Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE), Vitalino Canas, já tinha argumentado que o Brasil devia projetar-se como uma potência com visão global no espaço do Atlântico.

“O Brasil pode ganhar novo protagonismo nas cadeias internacionais de produção, no comércio e até de um ponto de vista geopolítico, e projetar-se como potência com visão global no espaço Atlântico, não apenas no Atlântico sul”, afirmou.

O Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE), que decorre até quinta-feira em Lisboa, coloca em discussão os caminhos rumo ao bem-estar económico e social por meio das transformações impostas pela revolução digital, pela pandemia da covid-19 e pela guerra europeia.

*Com informações SIC Notícias

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