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Embaixada do Paquistão celebra o Dia de Solidariedade com a Caxemira em almoço oficial

Considerada uma das datas mais emblemáticas da agenda diplomática paquistanesa, o Dia de Solidariedade com a Caxemira, celebrado anualmente em 5 de fevereiro, simboliza o compromisso permanente do Paquistão com o apoio político, moral e diplomático ao povo caxemir. A data mobiliza representações diplomáticas ao redor do mundo e reafirma a centralidade do tema na

Elna Souza

06/02/2026 · 10h41

Foto: Embaixada do Paquistão

Considerada uma das datas mais emblemáticas da agenda diplomática paquistanesa, o Dia de Solidariedade com a Caxemira, celebrado anualmente em 5 de fevereiro, simboliza o compromisso permanente do Paquistão com o apoio político, moral e diplomático ao povo caxemir. A data mobiliza representações diplomáticas ao redor do mundo e reafirma a centralidade do tema na política externa do país. Nesse contexto, a Embaixada da República Islâmica do Paquistão promoveu, na quinta-feira (5), um almoço oficial em homenagem à ocasião.

Foto: Embaixada do Paquistão

Durante o evento, o vice-chefe da missão do Paquistão, ministro Irfan Ullah Khan, realizou a leitura das mensagens oficiais do primeiro-ministro e do presidente da República Islâmica do Paquistão, que reforçaram a posição histórica do país sobre a questão da Caxemira.

Primeiro-ministro reafirma apoio à autodeterminação

Em sua mensagem, o primeiro-ministro destacou que o Dia de Solidariedade com a Caxemira representa a reafirmação do apoio “firme e inabalável” do governo e do povo paquistanês aos caxemires em sua luta pelo direito à autodeterminação.

O pronunciamento ressaltou que a disputa sobre Jammu e Caxemira permanece entre as mais antigas questões não resolvidas da agenda das Nações Unidas. Segundo o texto, resoluções do Conselho de Segurança estabeleceram o status contestado do território e determinaram que o futuro da região deve ser decidido por meio de um plebiscito livre e imparcial, de acordo com a vontade de seu povo.

O primeiro-ministro também criticou as medidas adotadas pela Índia em 5 de agosto de 2019, classificadas como “ilegais e unilaterais”, e afirmou que tais ações violam a Carta da ONU, resoluções do Conselho de Segurança e a Quarta Convenção de Genebra. A mensagem apontou ainda preocupações relacionadas à militarização da região, restrições políticas e alegadas violações de direitos humanos.

No âmbito internacional, o líder paquistanês reiterou que o país continuará defendendo a causa da Caxemira em fóruns multilaterais, incluindo a Assembleia Geral da ONU, mantendo o compromisso de oferecer apoio moral, diplomático e político até que o povo caxemir exerça plenamente seu direito à autodeterminação.

Foto: Embaixada do Paquistão

Presidente destaca sacrifícios do povo caxemir

Na sequência, foi apresentada a mensagem do presidente da República Islâmica do Paquistão, que lembrou que a observância do Dia de Solidariedade com a Caxemira teve início há 36 anos, após a revolta de 1989, consolidando-se como um símbolo de solidariedade nacional e internacional.

O presidente ressaltou que, ao longo de quase oito décadas, o povo caxemir tem mantido sua resistência e realizado inúmeros sacrifícios, recebendo, por isso, reconhecimento e homenagem do povo paquistanês.

A mensagem enfatizou que a situação em Jammu e Caxemira segue gerando preocupação internacional, especialmente após as medidas adotadas pela Índia em 2019, que, segundo o texto, intensificaram mudanças administrativas e legislativas no território. O pronunciamento mencionou ainda relatos de detenções arbitrárias, restrições à imprensa e limitações às liberdades civis, digitais e religiosas.

O chefe de Estado alertou também para os impactos da escalada militar iniciada em maio de 2025, destacando que a paz duradoura no Sul da Ásia depende da resolução da disputa sobre Jammu e Caxemira.

Foto: Embaixada do Paquistão

Apelo à comunidade internacional

Em sua mensagem, o presidente conclamou a comunidade internacional a intensificar os esforços para a proteção dos direitos humanos na região, permitir o acesso de observadores independentes e apoiar a realização de um plebiscito, conforme previsto nas resoluções das Nações Unidas.

Ao final das declarações, as autoridades paquistanesas reiteraram que o Paquistão seguirá ao lado do povo caxemir até que seja alcançada uma solução considerada justa, pacífica e duradoura para a questão.

*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

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