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Ameaças à segurança da navegação comercial no Mar Vermelho

Por Vasiliy Nebenzya, Representante Permanente da Rússia, em reunião do Conselho de Segurança da ONU A situação no Mar Vermelho suscita-nos sérias preocupações. As rotas comerciais que passam por ele são uma artéria vital para o comércio internacional e desempenham um papel fundamental na manutenção da estabilidade e da prosperidade da economia global. A navegação

Redação Diplomacia Business

05/01/2024 · 05h05

Foto: Redes Sociais

Por Vasiliy Nebenzya, Representante Permanente da Rússia, em reunião do Conselho de Segurança da ONU

A situação no Mar Vermelho suscita-nos sérias preocupações. As rotas comerciais que passam por ele são uma artéria vital para o comércio internacional e desempenham um papel fundamental na manutenção da estabilidade e da prosperidade da economia global. A navegação livre e segura nesta região é a chave para o abastecimento sustentável não só de carga comercial, mas também humanitária, o que é fundamental para a prestação de assistência a vários países em condições socioeconómicas difíceis, incluindo o próprio Iémen.

Condenamos categoricamente os ataques a navios civis que colocam em risco não só a liberdade e a segurança da navegação, mas também a vida e a saúde dos marítimos. Além disso, criam riscos adicionais e aumentam o nível de instabilidade numa região que já está “em chamas”.

O que está acontecendo no Mar Vermelho é uma projeção direta da violência em Gaza, onde a operação brutal de Israel está em curso há três meses. A escalada também é observada noutros territórios palestinianos ocupados, bem como na fronteira entre Israel e o Líbano.

Não é segredo que os países da região do Médio Oriente estão extremamente desapontados com o fato de que durante todo este tempo os EUA, que encobrem as ações de Israel, tenham mantido os restantes membros do Conselho como reféns e não lhes permitem adotar uma resolução exigindo um cessar-fogo imediato. Inúmeras vezes, usando o seu poder de veto, Washington mina todos os esforços para fornecer assistência humanitária aos palestinianos, e ambos os produtos do Conselho de Segurança adoptados durante este período – as resoluções 2712 e 2720 – permanecem essencialmente não concretizados.

Fonte: Embaixada da Rússia no Brasil.

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