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Acnur pede US$ 1,3 bilhão para apoiar refugiados sul-sudaneses

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, e parceiros humanitários estão fazendo um apelo de US$ 1,3 bilhão para apoiar 2,2 milhões de refugiados sul-sudaneses, acolhidos na República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Sudão e Uganda. A região africana vem sendo afetada por uma piora na economia, devido ao impacto de longo prazo da pandemia

ONU News

22/02/2023 · 04h17

© Acnur/Jean-Jacques Soha Refugiados do Sudão do Sul que vivem em um assentamento na província de Haut Uele, República Democrática do Congo

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, e parceiros humanitários estão fazendo um apelo de US$ 1,3 bilhão para apoiar 2,2 milhões de refugiados sul-sudaneses, acolhidos na República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Sudão e Uganda.

A região africana vem sendo afetada por uma piora na economia, devido ao impacto de longo prazo da pandemia e da guerra na Ucrânia. O conflito elevou os preços de combustíveis e alimentos, assim como o desemprego.

Violência e crise climática

A pressão da crise em meio a níveis baixos de financiamento, seca prolongada e escassez severa de alimentos levou a cortes na alimentação.

No ano passado, o apelo recebeu apenas um terço do pedido. Os cinco principais países de asilo na região estão entre as operações do Acnur com menos recursos.

A agência precisa de fundos para apoiar milhões de refugiados que não conseguem voltar para casa. O Sudão do Sul segue enfrentando um ambiente frágil de paz e segurança marcado por ciclos de violência e os impactos da crise climática.

Quatro anos de cheias consecutivas afetaram dois terços do país, danificando dezenas de milhares de casas, terras agrícolas e gado. O apoio atenderá às necessidades mais imediatas, como abrigo, educação, saúde e assistência alimentar.

Apoio para mulheres

O financiamento de programas para prevenir e enfrentar a violência de gênero também deverá ser priorizado. Mulheres e crianças representam 80% de todos os refugiados sul-sudaneses na região.

O apelo quer fornecer assistência em dinheiro digital e outras iniciativas de aumento da resiliência, como acesso a financiamento e treinamento. Essas ações ajudam os refugiados e comunidades locais a gerar renda, suprir as necessidades e viver com dignidade.

O Acnur também pretende apoiar os governos anfitriões no fortalecimento de espaços, direitos dos refugiados e solicitantes de asilo.

Ações para possível retorno ao país

Isso inclui documentação aprimorada e esforços contínuos para incluir refugiados nos sistemas nacionais de proteção social e melhorar seu acesso a serviços básicos.

Para a agência, essas medidas ajudam a preparar melhor os refugiados para um possível retorno à casa.

Outra necessidade é aumentar o uso de energia limpa e sustentável nas comunidades de acolhimento para mitigar os impactos ambientais.

Direitos humanos no Sudão do Sul

Este mês, membros da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas para o Sudão do Sul realizaram a 11ª. visita ao país africano.

Os integrantes da Comissão, Barney Afako e Andrew Clapham, se encontraram com autoridades governamentais, representantes da sociedade civil, juristas, agências das Nações Unidas e a Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

Na semana passada, penúltimo dia da visita, em entrevista coletiva na capital Juba, Afako disse que “o sofrimento em todo o país continua imenso”. E que “mulheres e meninas sul-sudanesas continuam a enfrentar violência sexual indescritível.”

Para a Comissão, os líderes políticos do Sudão do Sul devem agora aproveitar a oportunidade para reconduzir o país à paz, à transformação democrática e à prosperidade.

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