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Após desembarcar no Catar nesta quarta -feira (17), terceiro e último país do Oriente na visita presidencial, o presidente Jair Bolsonaro fez um balanço parcial dos encontros com autoridades. Segundo ele, “muitos acordos” foram assinados, incluindo de turismo na região amazônica.

Bolsonaro está no quinto dia de viagem, depois de ter passado pelos Emirados Árabes Unidos e Bahrein. A conitiva presidencial que desembarcou no Catar também é formada pelos ministros Walter Braga Netto (Defesa), Carlos França (Relações Exteriores), e Gilson Machado (Turismo).

Pela manhã, o presidente faz um passeio de moto pela capital Doha. Posteriormente, visitou o estádio Lusail, onde vai ser disputada a final da Copa do Mundo no ano que vem. Também teve um encontro com membros da Fifa, que organiza o torneio.

O mandatário brasileiro teve uma reunião com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, seguida de cerimônia de assinatura de atos internacionais. Os dois líderes também reuniram-se com autoridades de ambos os países.

Em publicação nas suas redes sociais, o emir disse que tratou com Bolsonaro “aspectos do fortalecimento das relações de cooperação bilateral entre Catar e Brasil para alcançar as aspirações de nossos dois povos amigos nos campos da defesa, economia, cultura e esportes. Também discutimos as mais importantes questões de interesse comum”.

Fortalecimento das relações bilaterais

O primeiro resultado das conversas com as autoridades cataris foi o anúncio que, a partir de fevereiro de 2022, a companhia aérea Qatar Airways, terá um voo direto para partindo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Atualmente, a empresa já opera voos diários entre Doha e São Paulo.
Conforme divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, a visita tem o objetivo de fazer avançar as relações comerciais e de investimento, incluindo a assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos (ACFI).
O Brasil também pretende atrair mais investimentos de países árabes. Atualmente, o fundo soberano do Catar controla mais de US$ 300 bilhões em ativos, com um portfólio global e variado, mas ainda com pouca presença no Brasil. Em 2020, as trocas comerciais entre Brasil e Catar foram de US$ 774,7 milhões.
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