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Ao final de uma reunião entre o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Partido da Unidade Nacional e ex-ministro da Defesa, Benny Gantz, “os dois homens concordaram sobre a implementação de um governo de emergência e de um gabinete de guerra”, indicaram num comunicado à imprensa conjunto, publicado na tarde de quarta-feira.

O outro líder da oposição, Yaïr Lapid, não aderiu ao comunicado, mas o texto especifica que um assento seria “reservado” para ele no gabinete de guerra.

“Israel acima de tudo”, escreveu Benny Gantz no X (antigo Twitter) poucos minutos após a formalização deste acordo para um governo de emergência.

País dividido
Diferenças políticas enormes separam o governo de Netanyahu da oposição.

O país se encontra dividido desde a volta do primeiro-ministro ao poder, em dezembro de 2022, graças a uma aliança com a extrema direita israelense.

Durante meses, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em Israel, aos sábados, para denunciar uma reforma judicial considerada liberticida, que visa colocar o Supremo Tribunal sob o julgo de um governo considerado “ditatorial”.

As pesquisas de opinião refletem este nível de protesto, sem precedentes em sua escala e duração. Se as eleições fossem realizadas hoje, a oposição centrista venceria facilmente.

Especialistas inclusive indicaram que o Hamas poderia ter tomado medidas, devido ao momento de fraqueza e divisões políticas em Israel.

(Com AFP)

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